FLORIANÓPOLIS

Passat 1975 em uma viagem de 1.200 quilômetros


Este relato foi publicado há alguns anos, mas continua atual para quem ama carros clássicos, viagens de estrada e histórias de restauração. Em 2026, atualizamos o conteúdo com sugestões de museus e feiras de automóveis antigos para incluir no seu roteiro de viagem, mantendo o texto original de Augustin sobre a aventura de percorrer 1.200 km em um Passat 1975.

As opiniões expressas pelos viajantes colaboradores são próprias e nem sempre refletem o pensamento do Territórios. Conheça o autor ou deixe um comentário.

Enquanto ainda morava em Gramado e tinha muito tempo livre, acabei me envolvendo com um dos passatempos preferidos da gauchada da Serra: comprar carros antigos e restaurá-los. Fui abastecer minha picape num posto de gasolina, vi o Passat vermelho e achei o design super bonito.

Momento da saída de Gramado
Momento da saída de Gramado
Passat se preparando para a aventura
Se preparando para a aventura

Comprei e me dediquei ao meu novo passatempo. Fui restaurando todo o carro, levando ao mecânico e encontrando acessórios originais. O design do Passat 1975 é lindo. Eu sou fã dos automóveis dos anos 70, com seus para-choques metálicos e suas curvas modernas. A maioria dos automóveis daquela época é maravilhoso.

A viagem de 1.200 km num Passat 1975

Hidi: gramadense fã número 1 do Territórios
Hidi: gramadense fã número 1 do Territórios

Quando o Passat ficou em boas condições, eu já estava preparando a minha mudança para os Estados Unidos. Me desfiz da picape e de outros bens, recolhi meus pertences e parti de volta para São Paulo. Mas claro que o mais divertido e interessante seria fazer essa viagem de Passat 1975. E como foi! O carro corre na estrada. Tem um desempenho ótimo, além do bagageiro gigante onde entrou tudo o que eu tinha.

Coloquei o adesivo do Territórios.com.br e me me lancei na aventura. Saí de Gramado pela saída norte, via Canela, e peguei a Rota do Sol. É uma das estradas mais bonitas do sul do Brasil. Atravessa os Campos de Cima da Serra, depois os viadutos através dos cânions e sai lá embaixo, perto de Torres. Então segui rumo a São Paulo pela BR-101.

No Santinho, em Floripa
No Santinho, em Floripa
Passat no mecânico em Florianópolis
No mecânico em Florianópolis

Não foi uma viagem direta. Parei em Florianópolis e em Curitiba, onde visitei amigos. Claro que o carro precisou de revisões em ambas as cidades. A vantagem é que este veículo, que tem quase 40 anos, é de mecânica simples. Todos conseguem consertá-lo de forma barata e rápida. Ele anda bem na estrada. É confortável, a visibilidade é ótima e o desempenho é rápido.

Em São Paulo, recebido pela fã e colaboradora Vanessa
Em São Paulo, recebido pela fã e colaboradora Vanessa

Impressões da viagem

Passat no Ibirapuera, em São Paulo
No Ibirapuera, em São Paulo

Claro que, no quesito segurança, os automóveis dos anos 1970 não são os mais seguros. A própria carcaça metálica deles é perigosa. Os automóveis atuais têm diversos quesitos de segurança, como cockpit, carcaça flexível para amortecer impactos e barras laterais. Esses carros não tinham mesmo.

E a viagem foi bela. Subir a serra de Florianópolis até Curitiba pela BR-101, passando por Joinville, foi incrível e terminei em São Paulo, naquele trânsito, mas cheguei são e salvo. Foram 1.200 km percorridos e bastante adrenalina. Depois, um amigo levou o automóvel para Belo Horizonte, ou seja, ele percorreu 600 km mais para o norte. Nada mal para um teste de resistência de um Volkswagen 1975 que percorreu, ao todo, 1900 km de estrada, morros, buracos, calor, curvas, tráfego de São Paulo e Curitiba, subindo e descendo a Serra do Mar.

Uma curiosidade é que no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, costumavam me parar em postos de gasolina para perguntar o preço do automóvel e se estava à venda. Já em São Paulo ou Minas Gerais, quase ninguém gosta de carros antigos ou tem esse hobby de cuidar deles. São aquelas diferenças culturais entre o sul e o norte do Brasil.

Conceito de ter um Passat nos anos 70

Para entender melhor o conceito de ter um Passat, olhe as propagandas do lançamento dele em 1974.

E hoje ele está na garagem da casa do meu irmão. Qual será seu próximo destino?

Feiras de carros antigos no Brasil e no Uruguai

Quem se identifica com essa viagem pode gostar de incluir feiras e encontros de veículos antigos no roteiro. O Brasil tem uma agenda ativa de eventos de antigomobilismo, com encontros regionais, exposições e clubes dedicados a modelos clássicos. Entre os eventos de destaque está o Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindóia, que em 2026 acontece de 4 a 7 de julho, na Praça Adhemar de Barros.

Também vale acompanhar calendários especializados de encontros de veículos antigos por mês e por estado. A Roberta já escreveu sobre alguns eventos que eu também recomendo em: São Paulo, Porto Alegre e Melo, no Uruguai, mas deve conferir a agenda de eventos de cada cidade, acontecem uma vez por mês ou por ano.

Passeios para quem curte carros antigos

Para amantes de carros antigos, vale visitar os museus Hollywood Dream Car em Gramado e o Classic Car em Balneário Camboriú.

Vale a pena viajar com carro antigo?

Sim e não, depende do estado de conservação, revisão mecânica e planejamento. Mesmo assim, paradas para revisões são obrigatórias em viagens longas.

Onde ver carros clássicos no Brasil?

Feiras, clubes e encontros de antigomobilismo são boas opções. Também vale acompanhar entidades e calendários ligados a veículos antigos e de coleção.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Para quem chegou até aqui, agradecemos por valorizar o nosso conteúdo. Diferente das grandes corporações de mídia, Territórios é independente e se financia por meio da sua própria comunidade de leitores e ouvintes. Você pode apoiar o nosso trabalho de diversas formas, como:

1. Aproveitar os benefícios do financiamento coletivo

2. Levar nossos guias de viagem no celular

3. Contratar produtos e serviços recomendados por meio dos links nos artigos. Exemplos e como fazer: alugar veículos, reservar hospedagem e excursões, comprar seguro, dados de internet e moeda estrangeira, entre outros. A venda nos gera uma comissão sem aumentar o valor final, inclusive, repassamos os descontos para você.

A informação foi útil? Talvez queira apoiar e fazer parte da comunidade Territórios!

Compartilhe ideias e converse com outros leitores no grupo no Facebook ou acompanhe no Spotify e grupo de avisos do WhatsApp.

Receba novos roteiros, experiências e dicas práticas de viagem por e-mail.

Augustin Tomas o'Brien Caceres

Criado em uma família onde se falava espanhol, português, portunhol, italiolo e algo de inglês. Sempre se interessou por outros idiomas e hoje mora nos Estados Unidos e trabalha com comércio internacional na LE Group Industries. Siga no Linkedin

6 Comments

Write A Comment