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Dicas aos viajantes – Caribe Colombiano

Sabe aquela brincadeira o que eu esperava, o que os outros pensam e como foi realmente? A viagem para as ilhas San Andrés, Santa Catalina e Providência foi nesta onda. Quase tudo foi bem diferente do que eu esperava ou havia pesquisado. Foi ótima, rendeu belas fotos e histórias junto com muitos dias de chuva e alguns perrengues. Então, seguem as dicas práticas pra facilitar a vida de quem se inspirou com o vídeo e planeja ir em breve para o Caribe Colombiano.

 

 

Quando Ir

Água do mar em Providência depois da chuva. Agora observe o normal na última foto desta página
Água do mar em Providência depois da chuva. Agora observe o normal na última foto desta página

A alta temporada começa oficialmente em 15 de novembro e vai até março, mas os locais consideram igual o ano todo. Está sempre cheio de turistas e os hotéis mais conhecidos esgotam rápido (só conseguimos vagas nos resorts de última hora com o suporte da ALL REPS). Pessoalmente, acho que fui na pior época por causa das chuvas. Novembro é o período mais chuvoso do ano. Não que tenha atrapalhado tanto assim, contudo, impediu de ver a plenitude do mar das sete cores, bem como nasceres e pores do sol porque as nuvens carregadas estavam sempre rondando. Sem a intensidade completa do sol deu pra ver no máximo cinco cores.

Em PROVIDÊNCIA e SANTA CATALINA a chuva prejudica mais porque as nascentes transbordam e levam toda a terra das montanhas para as praias. Ruas alagam e corre-se o risco de ficar literalmente ilhado. Além de ser menos urbana do que San Andrés sobre opções de lazer. De abril a junho também pode ser problemático nessas ilhas, é quando os caranguejos negros descem as montanhas para colocar seus ovos nas praias. São milhares que invadem as ruas e impedem o trânsito de veículos e pedestres nas manhã e noites. Ou isto pode ser sensacional para quem curte animais e fenômenos da natureza.

 

Como Chegar e Circular

San Andrés vista do Catamarã rumo à Providência
San Andrés vista do Catamarã rumo à Providência

Primeiro é preciso situar onde fica o Caribe Colombiano. A região compreende o litoral norte do país e o Arquipélago de San Andrés, Providência e Santa Catalina. San Andrés fica a 80 km de Providência, 250 km da Nicarágua, 400 km da Jamaica e 800 km da Colômbia. A ilha de 27 km2 é o ponto de partida para Providência (aéreo ou marítimo) e desta chegamos a Santa Catalina (marítimo ou terrestre). Uma ponte conecta as duas ilhas que respectivamente medem 17 km2 e 1 km2.

TRANSPORTE AÉREO

Duas empresas aéreas levam para Providência
Duas empresas aéreas levam para Providência

Apenas San Andrés tem aeroporto para grandes aeronaves e somente de lá, aviões pequenos (para 16 passageiros) partem para Providência. Esses voos são feitas pelas empresas Satena e Searca e esgotam meses antes ou podem ser cancelados pelo mau tempo no período das chuvas. San Andrés recebe voos internacionais e domésticos de várias cidades da Colômbia. Eu vim por Bogotá com a Lan e minha amiga pela Avianca, então percebemos que existe uma diferença de terminais conforme a cia aérea, eu embarquei para San Andrés do outro lado da rodovia, enquanto ela permaneceu no mesmo terminal. Fique atento para não errar!

[box]Aproveite as atuais promoções de passagens do Brasil para Cartagena ou San Andrés. Estão sendo subsidiadas pelo governo colombiano para atrair turistas brasileiros. Mas o benefício de pagar cerca de R$ 1000 com as taxas deve acabar em janeiro de 2016.[/box]

TRANSPORTE MARÍTIMO

Acontece entre as três ilhas e entre elas e as ilhotas próximas. É um transporte bastante utilizado porque as melhores praias ficam nos cayos (ilhotas) e diversas agências oferecem passeios de um dia. As embarcações variam de lanchas, barcos de pescador, turísticos com fundo de vidro, escunas e barquinhos instáveis.

Chegada tensa a Johnny Cay
Chegada tensa a Johnny Cay

A melhor experiência foi com o pessoal da RELEASE ME em lancha privada alugada por hora, o serviço está disponível em todas as ilhas e o cliente escolhe onde parar e o tempo que vai ficar em cada lugar. Fiz passeio parecido com a OVER RECEPTOUR em barquinho lotado de turistas idosos. Foi mais barato, mas não achei os barquinhos seguros para este público ou crianças, principalmente na tensa chegada a Johnny Cay. As embarcações se amontam e batem umas nas outras podendo causar acidentes. Para mim foi tranquilo, basta ter alguns cuidados como onde se segurar e descer rápido, agora, imagina quem não está acostumado com o mar…

Catamarã que leva para Providência é estável, mas com mar agitado não tem jeito de fazer uma viagem tranquila
Catamarã que leva para Providência é estável, mas com mar agitado não tem jeito de fazer uma viagem tranquila
Água, saco plástico e remédio para enjôo são as cortesias no catamarã para Providência
Água, saco plástico e remédio para enjôo são as cortesias no catamarã para Providência

Catamarã é o jeito mais barato de chegar a PROVIDÊNCIA, mas foi a pior experiência da viagem. Minha dica, programe-se com antecedência para ir de avião e volte de Catamarã. A ida em barco é extremamente desconfortável e pode levar até 6 horas, apesar de falarem em 3 horas. De avião são 30 minutos e custa o dobro do preço. Nossa ida levou 4h15 entre vento forte, ondas de 4 metros de altura, quase todos vomitando e muita tensão. A volta levou quase 3 horas e foi muito mais tranquila. A única empresa autorizada a fazer este transporte é CONOCEMOS NAVEGANDO que também oferece tours para Cayo Bolívar, distante 1 hora de San Andrés.

TRANSPORTE TERRESTRE

Quem se hospeda na ponta norte de SAN ANDRÉS pode fazer quase tudo a pé. Ali fica o aeroporto, marina, restaurantes e lojas. Para outros pontos da ilha tem ônibus, táxi e a possibilidade de alugar carrinho de golfe, jipe Kawasaki ou motos. No entanto, o carrinho deve ser entregue até as 18h e jipe até 20h. Tínhamos a ideia de alugar um dia para dar a volta na ilha, mas faltou tempo. De qualquer forma, o trânsito pareceu caótico e totalmente inseguro porque regras e leis são insignificantes. Capacete na moto, cinto de segurança ou parar para o pedestre atravessar, não existe. E uma boa dica é confirmar se o motorista é isleño (local não proveniente da Colômbia) quando for além da zona hoteleira (entenda o motivo no tópico Os Isleños).

Comum ver crianças sem qualquer segurança circulando no meio mais comum de transporte nas ilhas
Comum ver crianças sem qualquer segurança circulando no meio mais comum de transporte nas ilhas

Andamos muito a pé e era aquela correria para atravessar a rua, também pegamos táxis (são sinalizados como servicio publico) e moto-táxis (qualquer morador sozinho na moto pode te cobrar pela carona e leva duas pelo preço de uma). É difícil encontrar táxis entre 3h e 6h da madrugada. Conseguimos agendar depois de falar com vários taxistas na rua.

Para a locomoção com bagagem do aeroporto para a hospedagem e entre os hotéis (ficamos em 4 diferentes) utilizamos o serviço de transfer organizado pela ALL REPS, nos buscavam em vans no horário combinado e foram flexíveis com as nossas mudanças. Nossos voos de ida e volta foram em três horários diferentes e ainda houveram alterações de última hora.

Em PROVIDÊNCIA, o local seguro para circular a pé é entre Santa Isabel e Santa Catalina. No resto da ilha não existem calçadas ou acostamentos e as estradas são cheias de curvas. Os locais diziam para eu não ter medo, mas me imaginei sendo atropelada algumas vezes, principalmente a noite. Devido as montanhas e natureza exuberante, é o típico local onde adoro desbravar a pé e esta insegurança foi uma decepção, junto com os preços mais caros no transporte. Para alugar tem jipes ou motos sem limite de horário e leis de trânsito continuam inexistentes. O número de táxis circulando é reduzido, já os moto-táxis são quase uma praga. Bastava me verem caminhado para vários oferecerem o serviço. Utilizei algumas vezes e me senti mais segura do que andando, entretanto, tenho conselhos:

  1. Escolha motoristas mais velhos, são mais cautelosos que os jovens
  2. Verifique se a moto tem onde apoiar os pés, se tem retrovisor e lanternas funcionando
  3. Pergunte o preço antes de subir na garupa
Táxi oficial no aeroporto de Bogotá
Táxi oficial no aeroporto de Bogotá

Em BOGOTÁ, se for passear ou dormir na capital durante a conexão, não pegue qualquer motorista no aeroporto. Procure a fila dos táxis oficiais, são amarelos e ficam juntos no mesmo lugar.

 

Documentos e Entrada no país

Colômbia aceita RG em bom estado ou passaporte. Carteira de motorista só vale para alugar carros e não para entrar no país. E verifique a validade do passaporte antes de comprar as passagens. Parece óbvio, mas nossa amiga teve que fazer passaporte de emergência e quase perdeu a viagem.

TARJETA DE TURISTA

Tarjeta de turista custa 49 mil pesos colombianos
Tarjeta de turista custa 49 mil pesos colombianos

É uma taxa exigida para entrar nas ilhas. É paga somente em espécie no portão de embarque, dentro dos aeroportos, e solicitada no desembarque em cada ilha. Custa $49 mil pesos e deve ser mantida até o final da viagem.

VACINA DA FEBRE AMARELA

Era exigida pela Colômbia, mas não nos pediram em nenhum momento. Talvez na região Caribe esteja liberado, mesmo assim, recomendo estar com ela sempre em dia.

MIGRAÇÃO

Como a Colômbia tem problemas por causa das FARCS, existe um policiamento pesado sentido desde o início do desembarque em Bogotá. Fui parada mais de uma vez com a solicitação de verificar passaporte e as mesmas perguntas: Vem de onde e vai para onde? Quanto tempo? Quanto dinheiro leva? Respondia com calma e era liberada em seguida. Observei muitos cachorros buscando drogas e policiais armados com metralhadoras na capital.

Nas ilhas o clima ficou mais leve, mas devemos passar pelo controle policial sempre. Revistam as malas e fazem perguntas no aeroporto e terminais de embarque marítimo.

ASSISTÊNCIA EM VIAGENS

O seguro viagem não é obrigatório, contudo, é sempre mais tranquilo, principalmente para as atividades ao ar livre. Fiz com a Mondial Seguros e não precisei usar. Já escrevi um artigo explicando como comprar online e tem um cupom de desconto para os leitores do Territórios.

Cayo Acuário lotado em dia nublado
Cayo Acuário lotado em dia nublado, mas continua cheio de peixes coloridos dentro d’água

 

Dinheiro e Economia

A moeda é o peso colombiano e 1 real valia 600 pesos na época. Com a atual desvalorização da nossa moeda, valeu a pena levar dólares e trocar por pesos no aeroporto de Bogotá, especificamente na casa de câmbio dentro do desembarque, localizada em frente a coleta de bagagens. Ali não cobram taxas ou impostos.

Deixar para trocar nas ilhas ou utilizar cartão do banco é arriscado porque são poucos caixas (nem sempre funcionam), bancos cobram taxas altas e em Providência nem tem casa de câmbio. E são raros os estabelecimentos que aceitam cartão de crédito, incluindo as pousadas.

Se o real não estivesse tão desvalorizado seria uma viagem muito barata, mesmo assim os valores são iguais ou inferiores aos praticados em cidades turísticas no Brasil. Ou seja, tirando o valor do aéreo, pode ser mais barato do que tirar férias em nosso próprio país.

CASA DE CÂMBIO NO BRASIL

Tenho utilizado a Cotação para comprar dólares e acabamos de fechar uma parceria com eles. Comprando ONLINE ou solicitando contato VIA TELEFONE, nossos leitores não pagam taxas e conseguem valores melhores. Basta informar o nome Territórios para ganhar desconto no câmbio. Eu faço o pagamento por transferência bancária e retiro a moeda em uma das lojas no aeroporto minutos antes de entrar na área de embarque.

 

Hotéis e Pousadas

Vista do meu quarto no Royal Decameron Isleño
Vista do meu quarto no Royal Decameron Isleño (repare no mar ao fundo)

São poucas as grandes redes de hotéis presentes nas ilhas e Decameron All Inclusive Resorts é a maior com seis complexos em San Andrés e quatro pousadas em Providência. A maioria são hostels e pousadas simples e existe a opção de Posada Nativa, onde locais são qualificados pelo governo para receberem turistas em suas casas (no estilo AirBNB).

Em PROVIDÊNCIA é tudo mais rústico, contudo, não menos confortável. Existe preocupação maior com o meio ambiente e não permitem a construção de grandes empreendimentos. Passei três dias na OCEAN VIEW, a casa de um morador transformada em pousada com ampla vista para o mar. 

Nos dez dias experimentei cinco tipos e a mais interessante foi no ROYAL DECAMERON ISLEÑO, o mais novo e com a melhor estrutura na frente da praia mais bonita da ilha de SAN ANDRÉS. Mas todos foram bons, tudo depende do que você espera em serviços e pode pagar. Também teve a POSADA CULTURA BAÍA SONORA, ROYAL DECAMERON AQUARIUM e POSADA NATIVA WHITE CHALET, e ainda vou detalhar cada experiência nos próximos artigos.

Em San Andrés não existe água doce, é tudo água da chuva coletada por cisternas. Culturalmente o banho é gelado. Apenas resorts tem opção de água quente no chuveiro. Pra quem não está acostumado é dolorido, principalmente a noite por causa do vento.

E passei uma noite em BOGOTÁ porque cheguei tarde e o voo para San Andrés partia na manhã seguinte. Escolhi um hotel simples próximo ao aeroporto chamado HOTEL PARQUE NORMANDIA.

 

Bagagem e o que levar

Começo pela dica básica: LEVE SOMENTE O QUE PUDER CARREGAR! Repito porque dei esta dica para a amiga que viajou comigo e ela não ouviu, teve que aprender na marra.

O destino é quente o ano todo, é praia e pede roupas leves. A única exceção é o tempo de escala em BOGOTÁ, onde faz frio por causa da altitude. Uma jaqueta, calça jeans e blusa térmica resolveram e passaram o resto do tempo no fundo da mala. Desta vez, viajei com mala de rodinha e me arrependi. Principalmente porque não era impermeável (todas as malas ficaram encharcadas no Catamarã) e as rodinhas eram instáveis na maioria dos terrenos por onde passei. Acabei eu levando na mão muitas vezes, ainda bem que o peso ficou ao redor dos 10Kg. E falando em peso, no Catamarã para Providência pode levar até 18kg e deve ser parecido no avião.

  • ITENS ESSENCIAIS PARA LEVAR:

Mochila pequena para os passeios;

Mala ou mochila impermeável ou saco plástico para protegê-las;

Óculos e chapéu;

Repelente – se os mosquitos atacam na praia com a luz do sol, imagina de noite, no meio do manguezal e pior, na hora do banho porque não tem como fugir. Eu dormia com repelente ou ar condicionado ligado;

Tênis e chinelo;

Roupa de praia;

Produtos para se proteger do sol;

Saco estanque para proteger equipamentos e dinheiro nos passeios de barco. Ou as roupas na viagem de Catamarã;

Câmera fotográfica à prova d’água;

Adaptador – os hotéis não tem para as nossas tomadas. Lá são do tipo americana (dois riscos achatados);

Lanterna para caminhar de noite em Providência – usei para ser vista por carros e motos na estrada. 

 

Compras em San Andrés

A maior rede de free shop de San Andrés
A maior rede de free shop de San Andrés

San Andrés é zona livre de impostos e está cheio de Free Shops no centro. Não pesquisei muito ou fui às compras, mas os preços de cremes e produtos de higiene eram atrativos nas vitrines. Parece que bebidas e eletrônicos também valem a pena.

 

Comida caribenha

Plátano no lanche do avião
Plátano no lanche do avião

Banana chips, frita, industrializada e bolinho de banana acompanhando qualquer prato são as delícias que vem na minha mente. Produto típico do Caribe, a culinária usa e abusa do plátanos (tipo de banana). Depois são os frutos do mar, porco e ceviche elaborados para agradar turistas.

Não havia encontrado comida regional até cair, por acaso, em um jantar onde cozinheiros locais estavam terminando uma capacitação para uma melhor apresentação da comida tradicional isleña (influenciada pela culinária africana e britânica). Atualmente, o governo trabalha para resgatar essa cultura e inseri-la como um produto turístico. Tudo o que eu provei estava incrível e deverá ser sucesso em breve. Mas a melhor refeição de toda a viagem foi em Heynes Cay, San Andrés. O cayo quase deserto em frente ao lotado Acuário, tem o restaurante BIBI’S PLACE completamente informal e com atendimento especial feito pelo chef Bernardo. Dá pra ir a pé por dentro d’água a partir do Acuário.

O famoso café acompanhado de bolo de banana e muffin
O famoso café acompanhado de bolo de banana e muffin
Peixe com arroz e plátano no Bibi's Place
Peixe com arroz e plátano no Bibi’s Place

 

 

 

 

 

 

 

Utilizamos os mercados para lanches rápidos e quando não havia café da manhã incluso, os preços são como no Brasil e os pratos principais nos restaurantes estavam entre 20 e 60 reais para uma pessoa. Com 30 reais dá pra fazer uma boa refeição (pode mudar conforme a cotação, leia no item dinheiro). E no centro tem o café mais famoso da Colômbia, um quiosque do JUAN VALDEZ CAFÉ.

 

Internet  e Telefone

Desapegue-se da internet! Apenas os resorts mais caros oferecem internet boa, mas não ótima e geralmente é paga. O WiFi grátis do governo, localizado na orla próxima do calçadão ou na secretaria de turismo, foram os melhores sinais para se conectar em San Andrés. Nas outras ilhas somente o restaurante do Deep Blue tinha sinal razoável. Se quiser comprar um chip de celular, a dica dos locais é MOVISTAR. Compramos Claro e foi jogar dinheiro fora.

 

Os Isleños

Com a rica oportunidade de nos hospedarmos na casa de locais e agradáveis conversas com pessoas que nos prestaram serviços, começamos a descobrir a essência das ilhas e algumas coisas começaram a fazer sentido. Por exemplo, os moradores de longa data e nascidos nas ilhas não se consideram colombianos e não gostam de receber seus “conterrâneos”, dizem ser os piores turistas. Contudo, existem diferenças entre ser de San Andrés e Providência ou Santa Catalina.

Sala na casa da Edith Susanny, nossa anfitriã no programa Posada Nativa
Sala na casa da Edith Susanny, nossa anfitriã no programa Posada Nativa

Em SAN ANDRÉS a maioria vive nos bairros Loma e São Luis e detestam ir até o centro (região norte onde colombianos e turistas se concentram), eles tem tudo o que precisam em seus bairros e recebem muito bem todo o viajante que vai explorar estes outros lados da ilha.

Região hoteleira ou centro de San Andrés
Região hoteleira ou centro de San Andrés

Em PROVIDÊNCIA ou SANTA CATALINA os jovens são mais fechados, mas recebem muito bem o turismo, enquanto os mais velhos te ignoram com ar de você não é bem vindo aqui. Eu caminhava pelas estradas e olhava para as pessoas sorrindo, porém os idosos não retornavam nenhuma reação. Acontecia apenas quando o assunto envolvia dinheiro como o táxi ou o passeio de barco, que aliás era sempre mais caro do que havíamos nos informado. Talvez a diferença no comportamento seja pelo progresso, imagino que eles não queiram se tornar urbanos como San Andrés.

 

Idioma

O idioma oficial esperado deveria ser o espanhol, no entanto, não é. Entre eles se comunicam em Crioulo (Creole), um inglês caribenho complicado de entender, com os turistas falam espanhol, mas se sentem muito mais a vontade usando o inglês. Com o crescente número de visitantes brasileiros nos últimos dois anos, alguns se arriscam no português. Inclusive o guia da All Reps, que nos recepcionou lá, pediu para falarmos em português porque estava aprendendo.

 

Segurança

Sem considerar o trânsito, achei tudo muito tranquilo e seguro. Mas os policiais estavam sempre atentos aos turistas, nos abordaram mais de uma vez para saber se estava tudo bem e quando tentei explorar a pé um bairro de San Andrés, fui alertada para pegar um táxi porque estava exatamente no lugar mais perigoso da ilha (entre Old Point e Bahía Hooker). O perigo seria roubarem meus equipamentos e considerei o aviso. Neste dia, dois policiais esperaram ao nosso lado até um táxi aparecer.

 

Quanto tempo e o que fazer nas ilhas

Em Providência a água é mais cristalina e perfeita pra mergulhar
Em Providência a água é mais cristalina e perfeita pra mergulhar
Mergulho com cilindro no incrível mar azul de San Andrés
Mergulho com cilindro no incrível mar azul de San Andrés

Apesar de pequenas, as ilhas de San Andrés, Santa Catalina e Providência oferecem grande variedade em atrações e pontos de contemplação. Por isso, achei os 10 dias por lá poucos para fazer tudo o que eu gostaria. Principalmente em San Andrés, já as outras são perfeitas para praticar o ócio nas praias e cayos ou mergulhar. Talvez sem chuvas 6 dias sejam suficientes para San Andrés, 3 para Providência e 1 para Catalina, afinal alguns passeios foram cancelados ou adiados pelo mau tempo. E as vezes o dia está maravilhoso, mas as condições do mar não ajudam e as ilhotas são fechados pela Marinha.

Mesmo diversificadas, as atividades serão basicamente snorkel e mergulho na terceira maior barreira de corais do mundo; aproveitar o vento para praticar kite e vela; trilhas pelo arquipélago considerado Reserva da Biosfera pela Unesco; remar, pescar ou navegar pelo mar de sete cores ou nos manguezais.

Passeio de lancha com Release Me é divertido mesmo em dia nublado
Passeio de lancha com Release Me é divertido mesmo em dia nublado

A Secretaria de Turismo de San Andrés trabalha na qualificação de locais para oferecerem serviços diferenciados, sustentáveis e com maior integração com o modo de vida típico na ilha. Vale passar ali, ou nos quiosques de informação, para se inteirar e pegar o mapa. Nós tivemos experiências incríveis com o ECO FIWI (caiaque transparente), Release Me, Posada Nativa e CARIBE AZUL (escola de mergulho).

Eu em Crab Cay (Cayo Cangrejo), Providência, curtindo o visual mais bonito de toda a viagem
Eu em Crab Cay (Cayo Cangrejo), Providência, curtindo o visual mais bonito de toda a viagem

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais. Fotos de Roberta Martins e Gardênia Rogatto.

#JustFunCaribe é um projeto de Territórios e As Peripécias de uma Flor em parceria com Viajar é Tudo de Bom. Contamos com o apoio dos governos da Colômbia e San Andrés, bem como o trade local.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site e fotógrafa. Há 11 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo.

8 comentários

  1. Muito bacana,
    Estou indo para Colombia final deste ano..
    Esteve em Santa Marta? O que achou?
    Abraço,
    Antonio

    1. Oi Antonio, dizem que Santa Marta é um dos lugares mais bonitos do Caribe Colombiano, quero muito ir, mas ainda não fui. Vá com certeza, abraço

  2. Ótimas dicas sobre a Colômbia, muito bem relatadas pela autora, acredito que possam ajudar aqueles que tiverem interesse e ainda não visitaram a região. Boa viagem!

  3. Roberta, excelente post, super completo e com ótimas dicas e informações! Adorei! Beijos

  4. Em primeiro lugar quero dizer q acompanho sempre as viagens de vcs e q os seus relatos já me ajudaram mto!!! Quanto a Colômbia, uma grande pena q tenham pego uma época chuvosa… Para o pessoal que planeja ir a san andres, uma grande dica… Fiquei 5 dias na ilha e a forma mais segura de transitar foi com o jipe da kawasaki… Entretanto mantenham-se na avenida beira mar….as atrações da ilha ficam justamente neste trajeto! Para alugar esses jipes procurem a millenium locadora… Pode perguntar no hotel msmo q eles entram em contato. No primeiro dia locamos de outro local e nos entregaram um carrinho de golf q andava suuuuuuper devagar, tinha o volante quebrado e descobrimos q o freio tinha defeito!!!!!!!! Outra dica de ouro é ir ao centro comprar sapatilhas e máscara de mergulho, beeeem mais barato e indispensável p visualizar os lindos peixes! Mta gente ofertará passeios… Eu e meu marido não compramos nada e aproveitamos muito!!! Para quem ficar na rede decameron, há o acesso livre entre os outros resorts da rede… No decameron marazul há o acesso livre dos hóspedes para cayo aquário, como estávamos no el isleno, ofertamos uma gorjeta para o rapaz q leva os hóspedes do marazul e aproveitamos o passeio por um preço muuuuuuito mais baixo… Quem está em dúvidas quanto a hotel achamos o decameron el isleno com melhor custo benefício, sistema all inclusive, ao lado do aeroporto, além da possibilidade de usufruir de almoços e bebidas nos outros hotéis da rede.

    1. Oi Fernanda, muito obrigada pelo seu comentário. Trouxe informações que eu não tinha sobre aluguel de carro e maior experiência no Decameron.

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