Neste artigo, compartilho meu roteiro de 6 dias no Egito, combinando o básico: Cairo, Pirâmides de Gizé, Saqqara, Mênfis e Museu Egípcio com aventuras na Península de Sinai, incluindo Dahab. Território considerado Oriente Médio e Terra Santa. Teve trilha para ver o sol nascer no Monte Sinai, mergulho no Mar Vermelho e descanso em resort pé na areia de Sharm El Sheik. Por acaso, um dos roteiros econômicos do Egito e esta parte mais natureza foi a que eu mais gostei no país e deixo o dia a dia a seguir.
Viajar pelo Egito pode ter bom custo-benefício, especialmente em comparação com outros destinos internacionais de grande apelo histórico. Mas preços de hotéis, tours, ingressos e voos variam bastante conforme câmbio, temporada e eventos. Além disso, o país tem outros destinos com bons serviços e passeios diferentes. Sharm El Sheik é um deles.
Resumo roteiro Egito 6 dias: comece pelo Cairo, visite as Pirâmides, Saqqara, Mênfis e Museu Egípcio, siga para Sharm El Sheik, faça Dahab e Blue Hole, e finalize com a subida ao Monte Sinai. Um roteiro intenso, para Luxor, Aswan e cruzeiro pelo Nilo, reserva mais dias.
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Agência brasileira especializada em Egito
Hórus Viagens foi a responsável pelo meu roteiro personalizado e também oferece pacotes de viagem no site, inclusive com algumas datas definidas para grupos saindo do Brasil. Ainda no planejamento, me recomendou passeios e garantiu que eu estaria segura com os transportes e guias contratados por eles.
Chegando ao Cairo, avistei o guia segurando uma placa com o meu nome na área restrita de desembarque. Eu disse “Hi” e ele deu as boas-vindas em português! Me ajudou com a bagagem e chegamos rápido ao estacionamento onde a van nos aguardava. No aeroporto bem menor de Sharm El Sheik, outro guia também esperava na entrada e me deixou resort com as instruções para a programação dos dias seguintes. Exceto o beduíno no Monte Sinai falando em inglês, todos os guias locais falavam português e espanhol.
Acredito que o meu perfil: mulher viajando sozinha com receios sobre o Egito, é o mesmo de várias leitoras do Territórios. Portanto, recomendo a Hórus por ter cumprido o que garantiu.
Roteiro: das pirâmides do Egito ao Mar Vermelho
Meu itinerário começou em Sharm El Sheik porque eu vim da Jordânia, mas recomendo começar direto pela capital do Egito e depois partir para o litoral ou Rio Nilo. Afinal, os voos internacionais chegam via Cairo. Quando este é o destino de entrada no país, o guia da Hórus espera na área de recolhimento da bagagem e ajuda com os procedimentos legais. Sei porque ele estava lá quando desembarquei pela segunda vez na cidade.

Roteiro dia-a-dia
Acesso rápido: Cairo | Sharm El Sheik | Dahab | Monte Sinai | Mapa
Dia 1. Chegada ao Cairo
Conforme o horário do voo e até chegar ao hotel, pode não sobrar muito tempo. Aproveite para descansar e desfrutar da hospedagem e seus arredores.
No meu caso, vi a ponta das pirâmides, o Rio Nilo e um pôr do sol espetacular da janela do meu quarto. E o caminho do aeroporto até o hotel foi longo e com trânsito intenso, mas o guia Hema fez uma introdução ao Cairo em português. Falou das curiosidades e cultura local conforme os lugares por onde passávamos.

Hotel no Cairo: Ramses Hilton está no meio do caos do centro do Cairo, a maior cidade do continente africano. Escolha um andar alto com vista para o Nilo para ter menos barulho e ir se acostumando com a poluição visual. A decoração é antiga, porém confortável e com vista espetacular. O café da manhã é farto e variado por padrão da rede Hilton.
Dia 2. Pirâmides do Egito
O passeio para conhecer as pirâmides leva um dia inteiro, principalmente para quem se hospeda no centro por causa do trânsito, e inclui diferentes atrativos. Comecei na cidade de Mênfis, visitando a gigante estátua de Ramsés II e outros monumentos no Museu Mit Rahina. Sempre ouvindo as explicações em português do guia Mahmoud.
A segunda parada foi no complexo Imhotep e Saqqara. Local da Pirâmide de Saqqara (a primeira construção em pedra do mundo), templos e tumbas dos nobres do Egito antigo.

Então veio o mais esperado dos atrativos, o conjunto das Pirâmides de Guizé: Quéfren, Quéops e Miquerinos, além da Esfinge. Todos no mesmo complexo e com diferentes possibilidades de perspectivas.
Logo após, teve um almoço com o privilégio da vista para as pirâmides. O restaurante Abou Shakra serve comida árabe deliciosa e, pelo tarde da hora, havia poucas pessoas para competir pelas melhores mesas do andar mais alto.

Para finalizar o tour, parada para compras no Key of Life. Uma espécie de museu do papiro com demonstração individual de como a fibra da planta vira papel. Tem modelos para todos os bolsos.
Dia 3. Museu Egípcio, Cairo histórico e partida
O Museu Egípcio é visita essencial para fascinados por arqueologia e história. Ali há milhares de relíquias do Egito antigo, desde objetos do cotidiano até obras imensas dos faraós. O passeio é impressionante também pelo grau de preservação, mesmo com o aparente descuido. Além de estar tudo amontoado e sem climatização adequada, a poeira e escassez de placas explicativas deixam perdido quem não contrata um guia. Eu andei sozinha por horas, mas havia tido uma boa aula de história egípcia no dia anterior.

São tantas relíquias, artefatos e esculturas gigantes que um novo museu foi inaugurado em 2025: o Grand Egyptian Museum (GEM), perto das Pirâmides. O Museu Egípcio do centro ainda existe e vale a visita para acervo e contexto histórico. Se visitar qualquer um deles, volte aqui para me contar o que achou.

Este foi o meu dia de partida
Quem tem mais tempo, pode visitar uma das várias mesquitas, conhecer a Citadela do Cairo ou ir ao mercado Khan el Khalili. Mas recomendo contratar o passeio com guia, principalmente se estiver sozinha como eu estava. Eu saí caminhando pelos arredores do hotel algumas vezes e me senti bem. No entanto, não tive coragem de ir mais longe por causa do trânsito caótico sem respeito ao pedestre.

Por exemplo, para chegar ao museu em frente ao hotel, era preciso atravessar umas 5 vias de tráfego intenso e passar por baixo de um viaduto. Não consegui! Voltei para a recepção para pedir um transporte e o guia estava lá. Ele pegou no meu braço e disse para acompanhá-lo, então saiu correndo entre os carros me puxando! Aprendi e consegui voltar sozinha, mas recomendo contratar passeio com transfer para fazer o transporte com mais segurança.
Jantar no Cairo: no hotel ou peça informações de locais próximos para o seu guia ou recepção.
Dia 4. Chegada a Sharm El Sheik
Se chegar de manhã cedo ou passou a noite, vale ter agendado o passeio de barco com mergulho e snorkel como primeira atividade. Partem pela manhã e podem ser cancelados pela Guarda Costeira conforme as condições do mar. Aconteceu comigo no dia seguinte e nos outros não daria tempo de remarcar. Acabei perdendo o mergulho com cilindro em um dos lugares mais desejados do mundo.
Quem chega à tarde pode aproveitar o hotel e a praia se ficar em resort pé na areia como eu. Pude escolher entre várias piscinas ou as cadeiras para os hóspedes, com serviço de bar, na beira do mar. A praia é pública e está localizada entre dois trapiches com serviços como aluguel de snorkel e passeios de barco. Um paga para entrar e outro apenas se aluga equipamentos. Vale pela caminhada e a vista panorâmica para a costa de Sharm El Sheik.

Outra opção são os esportes aquáticos como kite surf, stand up paddle e caiaque. Escolas dão aulas e alugam equipamentos, alguns podem ser agendados pelo hotel ou ali na praia mesmo.
Hotel em Sharm El Sheik: o resort all inclusive Laguna Vista foi minha casa faraônica na praia. A impressão foi por conta do pé direito imenso do hall de entrada, dos longos corredores até os quartos e da decoração imitando cavernas com toque egípcio. Os funcionários são todos homens e foram sempre muito atenciosos.
Fiquei em uma suíte enorme com vista para o mar, atividades, café da manhã, almoço e jantar inclusos no pacote. Os quartos têm várias configurações possíveis, como saída direta para a piscina, cabanas charmosas e casas completas para famílias.

Dia 5. Dahab e Monte Sinai
Se o objetivo for descansar, continue curtindo o resort e a praia de Sharm El Sheik. Para os aventureiros, Dahab é sensacional. Acabei perdendo o passeio de barco planejado, mas o guia ofereceu uma opção que virou a melhor experiência da viagem ao Egito. Dahab é a cidade vizinha a Sharm El Sheik com vários pontos para snorkel e mergulho com cilindro, este último somente para mergulhadores experientes. A grande atração é o Blue Hole. Um buraco de 110 metros de profundidade cercado por uma barreira de corais vibrante e com fauna única. E nem precisa navegar, o atrativo está ali a poucas braçadas da costa.

Seguindo o ritmo da aventura ou quem viaja por motivos religiosos, subir o Monte Sinai em uma noite estrelada para ver o sol nascer no topo é mágico. Monte Sinai foi o suposto local onde Moisés recebeu os Dez Mandamentos. O profeta teve a missão de guiar seu povo, através do deserto e do Mar Vermelho, até a Terra Prometida para fugir da escravidão no Egito.
Dia 6. Monte Sinai e Sharm El Sheik
Quem escolhe a montanha vai começar o dia muito cedo, conhecendo outros peregrinos no caminho de volta. E, ao final, pode visitar o Monastério de Santa Catalina. Se ficar acordado na madrugada não agrada, a trilha até os 2.285 metros de altura do Monte Sinai e a visita ao Monastério podem ser feitas durante o dia. Inclusive, existe um hotel em frente.
Uma opção mais cultural para o fim de tarde é a visita guiada pelos principais pontos turísticos de Sharm El Sheik. Havia agendado o passeio e cancelei porque estava com muito sono por não ter dormido na noite anterior. Uma pena, porque parece interessante e teria conhecido a cidade além da praia. Também poderia ter sido no dia da chegada.

Documentos e dicas práticas: antes de embarcar, confira as regras atualizadas de visto, vacina, seguro viagem, dinheiro e segurança nos canais oficiais de turismo no país e meus artigos, inclusive sobre viajar ao Egito sozinha.
Mapa do Egito
Vale para o básico, mas é um roteiro intenso. Em 6 dias dá para combinar Cairo, Pirâmides, Grand Egyptian Museum, Sharm El Sheik, Dahab e Monte Sinai. Para incluir Luxor, Aswan ou cruzeiro pelo Nilo, 12 dias seria o ideal.
Hospedagem e alguns passeios foram cortesia da Hórus Viagens.
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2 Comments
Olá, amei as dicas e queria tirar uma dúvida.. Vou chegar ao Egito partindo da Jordânia também (meu plano é fazer SP-Israel-Jordânia-Egito-SP), queria saber como você fez..a idéia é ir para Sharm El Sheik e ir subindo, acabando no Cairo. Você recomenda esse trajeto? Pegou um voo da Jordania até lá? Muito obrigada e parabéns pelo ótimo conteúdo 🙂
Oi Camila, fui de avião de Aman a Sharm El Sheik com escala no Cairo, onde fiz o visto. A agência que contatei não aconselhou ir por terra, mas é possível sim se atravessar a fronteira com Israel, só pode perder bastante tempo se os agentes não estiverem de bom humor. Como eu tinha pouco tempo, optei pelo avião também de Sharm El Sheik para o Cairo. Dá uma lida nas dicas gerais do Egito https://www.territorios.com.br/egito-atual-turismo-e-impressoes-de-viajar-sozinha/