bungee jump

O maior bungee jump de ponte do mundo


Já pensou se jogar de uma ponte de 216 metros de altura preso por uma corda elástica no pé? Saltei em meio a uma paisagem exuberante e acabou entrando para lista das melhores coisas que fiz na vida! Vou contar e mostrar em vídeo como foi a adrenalina do maior bungee jump de ponte do mundo e os receios até decidir se faria ou não.

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O maior bungee jump de ponte do mundo
O maior bungee jump de ponte do mundo

Já havia experimentado a brincadeira há mais de dez anos com altura, segurança e paisagem bem inferiores. Mesmo assim, acreditava pular uma vez na vida ser suficiente para dizer que fiz bungee jump e nem cogitei quando vi no roteiro da viagem pela África do Sul. A sensação da primeira vez foi incrível, principalmente, no momento de ver o sol nascer de cabeça pra baixo na Lagoa dos Patos, no sul do Brasil. Por outro lado, senti um puxão desagradável nas costas, vi a corda inteira se embolar ao meu lado e imaginei coisas horríveis durante os segundos (pareceram horas) despencados de apenas 30 metros de altura. Ou seja, não foi seguro e não precisaria passar por aquilo de novo.

Então começou a sequência de atividades extremas e, como eram novidades, eu precisava viver pelo menos uma vez na vida:

  1. Cai 40 metros em queda livre dentro de uma usina desativada (o Free Fall)
  2. Desci as duas escadas mais perigosas de todas sem corda de segurança em um penhasco a 3 mil metros de altitude (Drakensberg)
  3. Me joguei de 80 metros de altura dentro de um estádio de futebol (o Swing)
  4. Seriam 216 metros de altura no terceiro maior bungee jump do mundo, sendo o mais alto em ponte

O maior bungee jump de ponte do mundo

Lista dos bungee jumps mais altos do mundo
Lista atual dos bungee jumps mais altos do mundo

A esta altura, o grupo todo estava empolgado e ansioso com a ideia do bungee jump e as altas doses de adrenalina viciante começaram a mudar minha intenção. Afinal a tecnologia evoluiu, era uma ponte ao invés de guindaste e a experiência poderia ser completamente diferente. Mas a decisão final só veio na hora, quando suei frio vendo a ponte e tive a certeza de precisar viver aquilo enfrentando o medo que fosse.

Vendo o pulo dos outros
Vendo o pulo dos outros

 

A hora do resgate
A hora do resgate

Como foi o preparo para o pulo

Então vamos ao pulo, primeiro assinamos um documento nos responsabilizando por nossas vidas e livrando a empresa de qualquer processo se algo desse errado (prática comum em todas as atividades de risco já realizadas no continente africano). Quando colocamos parte do equipamento, um quadro deu a motivação que faltava em quem ainda tinha dúvidas. Estava escrito “MEDO é temporário, ARREPENDIMENTO é permanente”.

Medo é temporário, arrependimento é permanente
Medo é temporário, arrependimento é permanente

Chegou a hora! Fizemos uma pequena trilha, paramos com vista para a ponte para receber as instruções e começamos a subir pela estrutura. Um corredor estreito mostrava toda a beleza do lugar pelas laterais e piso dando a real noção da altitude. De um lado o mar azul, do outro mata verde e no chão um rio beeem distante. Pelo meu histórico, neste momento eu deveria estar respirando profundamente tentando me acalmar pra enfrentar o medo de altura, no entanto, foi diferente. Provavelmente eu já estava anestesiada com as recentes aventuras e uma coragem incrível trouxe um sorriso confiante para o meu rosto. Eu continuava nervosa, mas com certa tranquilidade… nem sei se é possível entender esse sentimento.

Quando alcançamos a base do pulo, a vibração boa dos funcionários nos contagiou. Música animada altíssima, equipe dançando sorridente e aquele visual de tirar o fôlego (literalmente como pode ser escutado no vídeo) criaram o ambiente perfeito para ninguém pensar em desistir. Se não fosse o meu grupo e essa energia no momento certo, não sei se eu estaria tão confiante.

Como foi o pulo

Fui a terceira e quando chegou a minha vez, as primeiras ainda não tinham voltado e, fora os funcionários, as caras de todos eram de pânico! Enquanto colocavam o resto dos equipamentos os minutos não passavam e a ansiedade aumentava… Um homem me pegou no colo porque eu tinha os pés presos e me entregou para outros dois na beira da ponte, então pedi para ser empurrada e um disse:

– Isto é BUNGEE JUMP, você pula!

– Ai meu Deus! Ai meu Deus!

Segundos antes de pular
Segundos antes de pular

Não parei mais de gritar e mergulhei de cabeça! O grito ficou preso na garganta por um instante até eu assimilar como tudo aquilo era maravilhoso! O pavor virou alegria e o grito era a minha explosão. A corda me puxou de volta umas três vezes e eu caía dando risada. Não senti um puxão como da outra vez porque a queda faz um movimento suave de pêndulo.

Depois de 60 segundos parou, fiquei pendurada pelos pés, de cabeça pra baixo, a cerca de 100 metros de altura. O que fazer com as mãos? Não tem como se segurar! Os pés parecem escorregar e a qualquer segundo eu iria me esborrachar nas pedras!!! Usei a força do abdômen para levantar o tronco e poder segurar as mãos na corda, além disso só restava aguardar o instrutor descer de rapel para me resgatar.

Foram horas tensas (1:30 minuto, na verdade) até ver ele se aproximando. Abri um sorriso e disse que a pior parte era esperar por ele quando perguntou se eu estava bem. Ele ajustou as cordas, me prendeu a ele e fomos subindo. Ainda amarrada me colocou deitada em uma plataforma (momento em que o próximo da fila salta) e foram tirando todo o equipamento.

Com adrenalina no ponto máximo me abracei no instrutor empolgadíssima, sai dançando no ritmo da música e celebrando com a galera. Era gritante a diferença na face de quem já havia pulado e quem aguardava a sua vez. Passei o resto do dia me mexendo com um sorriso de orelha a orelha e um orgulho enorme do feito.

A emoção foi tão intensa que ainda hoje posso sentir a angústia e felicidade vividos só de ver o vídeo. Imagina como me senti escrevendo este artigo… Se passar por lá, crie coragem e aproveite a oportunidade. Vá de olhos bem abertos e deixe a adrenalina tomar conta.

Adrenalina a mil depois dos pulos
Adrenalina a mil depois dos pulos

Onde dormir

Hostel na África do Sul: para conhecer o Parque Nacional Tsitsikamma e fazer o bungee jump nos hospedamos por duas noites no TUBE ‘N AXE BACKPACKERS LODGE. Fica em meio a muito verde, tem quartos privativos e coletivos, boas refeições e vinho bom muito barato.

Acompanhe todos os posts sobre esta viagem no artigo resumo – 33 dias em 5 minutos.

O projeto Blogueiros na África do Sul (#DescubraAfricadoSul) foi uma realização do Travel Concept Solution e apoio da Pangea TrailsSouth African AirwaysDetecta Hotel e incentivo da agência nacional de turismo (South African Tourism), da cidade de Joanesburgo (Joburg Tourism) e também de Cape Town (Cape Town Tourism). A viagem foi patrocinada, mas as opiniões aqui expressas são de livre expressão do autor. Veja também os blogs que participaram da viagem: Dentro de MochilãoTerritóriosViajando com Eles e Viagem Criativa.

O maior bungee jump de ponte do mundo

Tome Nota

Se eu tive a sensação de escorregar, quem foi de pés descalços sentiu ainda mais, a dica é pular de sapatos. Na ponte venta e pode ser frio. Levei um corta-vento, mas com tanta emoção perdi a noção de sensação térmica.

Nossos pulos foram agendados com antecedência pela PANGEA TRAILS e fizeram parte dos passeios opcionais do nosso pacote de 21 dias. Para quem tem poucos dias, existe uma excursão de 3 dias saindo de Cape Town onde o pulo é opcional.

Para agendar direto a empresa é FACE ADRENALIN. A ponte do rio Bloukrans está na rota da Garden Route, uma das estradas mais bonitas do mundo, e faz parte do Parque Nacional Tsitsikamma.

A corda é um monte de cordas elásticas de látex juntas. Por isso é muito difícil todas arrebentarem ao mesmo tempo. Mesmo assim trocam quando chega a 100 pulos, sendo o limite indicado de até 500 pulos. Até hoje nunca houve acidentes nesta ponte e tudo pareceu muito seguro e profissional.

Câmeras não são permitidas, para ter fotos e vídeos é obrigatório comprar deles. Em casos especiais permitem pagar um valor ou negociar como aconteceu conosco. Trocamos por propaganda em nossos blogs.

De todos os pulos o mais apavorante foi o Swing pela proximidade com o gramado, mas o momento de maior medo de toda a viagem foi descer as escadas nas montanhas Drakensberg.

Curtindo a adrenalina na ponte

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 12 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

24 comentários

  1. Pulei no final de 2017. Li o seu relato antes de pular e foi bem explicativo…me ajudou muito!
    Graças a Deus não senti como se fosse cair ao ficar parada esperando, na verdade foi tudo muito rápido pra mim, não deu nem tempo de pensar nisso! Experiência incrível!
    Ah! Não agendei antes, como só estaria lá por um dia resolvi tentar a sorte e deu certo, assim que cheguei já fui com o próxima turma que estava formada!
    Obrigada pelo post 🙂

    1. Obrigada por voltar aqui e contar sua experiência Debora. Que bom que deu tudo certo, volte aqui sempre que precisar

  2. Olá. Estou indo para a África em Maio e coloquei no meu roteiro o salto. A única dúvida que tenho é: Todos os saltos demoram 1he30 para nos recolher de volta?
    Obrigado.

    1. Oi Thiago, não é hora são minutos que parecem horas. No vídeo não tem cortes neste momento, é o tempo real de espera

  3. Roberta, estou indo para lá e quero pular dia 3 de Janeiro (2018).
    Estou na dúvida se devo agendar ou não, com antecedência. Tenho receio de agendar e na hora não ter coragem, mas também tenho medo de não agendar e não conseguir horário no único dia que estarei por lá. O que você me indicaria?

    1. Oi Rafael, veja a política de cancelamento e deixe agendado desde já. O frio na barriga vai te acompanhar até a hora de pular, mas se já estas dizendo que não tens medo, certeza que não vais cancelar. Veja a política por precaução apenas se ocorrer algum imprevisto.

      1. Boa tarde, gostaria de saber se realmente se faz necessário agendar antes, pois estou indo para lá semana que vem e não sei exatamente o horário que irei chegar na ponte.

        1. Oi Daniela, eu agendei na época. Pra ter certeza, deve consultar direto com a empresa.

  4. Sensacional, Roberta! Estou indo pra lá mês que vem

    1. Que legal André, boa viagem!
      Tem um monte de dicas sobre o país aqui no site

  5. Olá! Gostaria de saber se o salto força ou dá tranco na panturrilha, pois rompi o músculo no ano passado. Eles prendem a corda nas canelas? Obrigada.

    1. Oi Mariana, não senti tranco nenhum. A queda é suave e segura, mas os minutos esperando o cara te buscar com rappel faz tu tensionar o corpo. A sensação de que os pés estão deslizando da proteção ao redor da panturrilha é terrível e forcei bastante a panturrilha com medo de cair. Melhor consultar um médico pra ter certeza ou ver se tens mais coragem do que eu ao ficar de cabeça pra baixo

      1. Tem que esperar 1h e 30min para te resgatarem de rapel??? 😳

        1. Esta escrito minuto no texto. Menos de dois minutos aterrorizantes

  6. No mês passado passei por esta experiência 🙂 nunca tinha ido nem o menor bungee, quem dirá no maior… foi uma sensação incrível e quero repetir. Achei o valor super acessível R900 (R$uns 250 reais) e paguei R400 nas fotos e vídeo (uns 100 reais). Aqui no Brasil ambos são mais caros! Fiquei preocupada pois tenho labirintite e dor nas costas (parece que fui até curada rsrs). Super indico, bom, barato, seguro, pessoas gentis e animadas, musica boa, ambiente delicioso.. fui de shorts e regata (não senti nenhum friozinho) e voltei leveeeee 🙂

    1. é bom demais Adriele! Eu digo que não vou voltar a me jogar, mas conforme a adrenalina do momento, tudo é possível…

  7. Sabe me dizer quanto custa as fotos e video?
    Sensacional.

  8. Olá!
    Adorei o post, parabéns! Li vários já sobre os passeios na África do Sul… Gostaria de saber de ti, se o salto força muito os ombros? Se vc sentiu que machuca ou que a cadeirinha/suporte forçou demais… pq tenho problema de deslocar o ombro…
    Obrigada,
    Um abraço!

  9. Marcia, muito legal seu post!
    Vou para Africa do Sul agora em Novembro e preciso de algumas dicas, pois ficarei dois dias por lá. Preciso comprar os tickets antecipados via website/cartão de credito.. é possivel? Pergunto isso porque ficarei apenas 2 dias então talvez não tenha tempo o bastante.

    1. Oi Danilo, só dois dias fica apertado fazer o Bungee Jump porque fica afastado dos aeroportos. Não sei como é comprar via site porque fui com Pangea Trails que organizou tudo pra mim.

  10. AHHHHH! Senti aqui o frio na barriga hahahahaha

    Maravilha!

  11. Que post sensacional! Completamente auto explicativo e só quem passou por isso vai entender de verdade cada palavra escrita nesse post e esse texto incrível! As suas sensações foram as minhas e ao chegar la e me deparar com aquele clima, o nervosismo foi melhorando.. É uma sensação incrível que me faltam palavras pra explicar e rever isso me deu todas essas coisas de novo, encontro-me arrepiada, de verdade! Obrigada por isso!

    1. Obrigada Flávia! Eu adorei editar esse vídeo e reviver todas essas emoções. Dá vontade de se jogar de novo!

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