veneza com frio e chuva

Veneza com frio e chuva? Saiba como não perder a viagem


Depois de pegar as recomendações do Davi e da Mayra (colaboradores por aqui) e restando apenas um dia para conhecer Veneza, optei por caminhar sem mapa e sem rumo por suas pontes e ruelas. Não peguei céu ensolarado ou paisagens deslumbrantes como eles, mas compreendi a magia através dos detalhes e percebi a cidade cinematográfica entre névoa e pouca luz. O resultado da Veneza com frio e chuva exibo em imagens e cinco dicas para não perder a viagem.

O texto continua após os serviços recomendados no destino.

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Vestida para caminhar na chuva
Vestida para caminhar na chuva

Veneza com frio e chuva

1. Com que roupa eu vou?

Se molhar é inevitável, porém, alguns acessórios ajudam a manter o conforto e proteger os equipamentos. Munidos de guarda-chuva, saco estanque para a câmera, mochila e casaco impermeáveis, chegamos na estação de trem no momento em que a chuva caía forte. Então sofri pelas minhas botinhas de couro tão boas pra caminhar, no entanto frágeis para permanecerem bonitas depois de tanta água. Ao redor as pessoas se vestiam do mesmo jeito, exceto pelas capa de chuva, galocha ou plástico colorido protegendo os calçados.

Segui em frente de olho nas vitrines procurando uma solução para o meu problema e encontrei logo adiante. Uma promoção de galochas em uma loja de sapatos tinha o meu número e um par na cor roxa para combinar com meu saco estanque, jaqueta, lenço e guarda chuva. Saí pronta para fazer o look do dia e ilustrar esta matéria.

A aquisição foi a melhor ideia do dia! Se mostrou útil nas primeiras ruelas baixas onde os canais transbordavam e os pés do Leandro (de tênis) encharcaram. Também me abriu passagem na Piazza San Marco, onde passarelas de madeira aglomeram turistas em filas para circular e entrar nos principais pontos turísticos sem molhar os pés. Leandro não teve paciência e se rendeu aos plásticos coloridos vendidos aos montes por ambulantes, apenas deveria ter comprado perto da estação para não pagar tão caro. Enfim, capa de chuva e sapato impermeável são os itens obrigatórios se a previsão for de chuva. Afinal, Veneza alagada é o normal há séculos entre os meses de novembro a abril (era setembro, mas conforme a chuva, pode acontecer o ano todo). Na Piazza o volume d’água alcançava a panturrilha e nos meses de inverno deve ser bem pior.

Leandro com corta vento impermeável e sacos coloridos nos pés
Leandro com corta vento impermeável e sacos coloridos nos pés

2. Siga o contra fluxo

Veneza está entre os destinos mais visitadas do mundo, mesmo com chuva, turistas tomam conta o ano todo e atrapalham. Achei estressante andar em filas por ruas estreitas, ver as pessoas se metendo na minha foto e só de pensar nas horas de espera para entrar nas famosas construções gótica venezianas. Por isso o roteiro de uma manhã e tarde chuvosas foi guiado pelas ruas vazias e quantidade de pessoas fazendo o caminho contrário, não pelas atrações ou mapas. Foi fácil se perder e ainda mais fácil se encontrar. Afinal, a cidade é pequena e tem sinalização para os pontos mais turísticos. Como avisou Mayra no texto Apresentando Veneza, nem adianta usar aplicativos como o Google Maps porque as ruas menores não existem e as rotas sugeridas são equivocas.

Fila de gente pelas ruelas movimentadas
Fila de gente pelas ruelas movimentadas

A estratégia é boa pra fazer descobertas e sentir a rotina natural do lugar, principalmente na primeira visita. A melhor surpresa foi encontrar uma loja de máscaras vazia e ver de perto a produção artesanal. A artista pintava as peças enquanto nos contava um pouco sobre a história das máscaras. Não sabia que cada uma era um personagem conhecido e estas vem com um papel explicando o seu significado.

Fachada da La Corti dei Miracoli
Fachada da La Corti dei Miracoli

 

Artista pinta as máscaras dentro da loja
Artista pinta as máscaras dentro da loja

 

O nome do ateliê é LA CORTE DEI MIRACOLI e se define como laboratório artesanal de máscaras venezianas. Fica em Campo San Cassiano, 1862, no bairro residencial San Polo.

Davi caminhou sem rumo no verão e no inverno e conta como foi enfeitiçado por delírios palpáveis.

3. Delícias pra esquentar o corpo e a alma

Estar na Itália já é sinônimo de comer bem e Veneza segue à regra em grande estilo. Descanse da caminhada e da umidade com paradas para sorvete (neste caso, o gelado esquenta a alma), café e frutos do mar. As vitrines de doces dão água na boca e me chamavam toda a hora. Apesar dos torrones serem mais atraentes do que comíveis (culpa do excesso de açúcar), os pistaches e chocolates se mostravam irrecusáveis e vieram na mala.

Doces lindos nas confeitarias
Doces lindos nas confeitarias
Não registrei todas as confeitarias onde parei para doces e cafés, mas recomendo a MAJER para o sorvete e um monte de produtos típicos da Itália.

A OSTERIA ANTICO DOLO é para um almoço tranquilo com preços razoáveis se não estiver com muita fome. Tem opções caras que parecem ótimas. Na Ruga Rialto, 778.

E as melhores sugestões estão no texto da Mayra COMER E BEBER EM VENEZA.

4. Fotografia para treinar o olhar observador

Além de cinematográfica, Veneza é fotogênica inclusive com pouca luz. É florida, colorida e repleta de detalhes figurantes de séculos de história. Foque nas maçanetas das portas, nas flores das janelas, nas colunas trabalhadas, delicadeza das gôndolas e no que mais chamar a sua atenção. Depois observe o todo e veja a cara das outras pessoas impressionadas com o cenário. Agora, confesso, tive que dar uma tratada para clarear e destacar as cores, mas o verde esmeralda dos canais é assim mesmo. Vem do mar adriático e aparece nas imagens de todos os turistas com uma boa câmera. Vendo o resultado hoje, gostei ainda mais deste dia e do meu treino de observação.

Canais de Veneza
Canais de Veneza

5. Passe pelo básico

Esta dica é para a primeira viagem a Veneza. Mesmo com o tumulto de pessoas e pouco tempo, não deixe de ver o básico. Pelo menos passe na frente de alguns prédios clássicos, observe os gondoleiros, tire foto na ponte dos suspiros e atravesse a ponte Rialto. E nem precisa de mapa, diversas placas amarelas indicam os caminhos. Umas duas horas antes de pegar o trem, mudei o curso e peguei o fluxo dos turistas em direção a Piazza San Marco, o básico citado acima se concentra por ali.

Piazza San Marco
Piazza San Marco

Claro, se eu tivesse mais dias daria preferência e recomendaria os museus em dia como este. E faria o imperdível com calma sempre atenta a previsão do tempo para aproveitar os melhores momentos ao ar livre. Neste contexto de poucas horas com chuva, uma caminhada para observar ainda é o melhor jeito de sentir uma cidade.

Passear de gôndola seria o básico, mas eles param quando chove forte e terminam o passeio antes do tempo se volta a chover. Então acho caro pagar e correr o risco de ter o passeio incompleto. Este ficou para uma próxima ida.
Alguns preferem andar descalços
Alguns preferem andar descalços

Veja a galeria de imagens da Veneza com frio e chuva:

Barqueiro Janelas de Veneza

Janelas de Veneza Detalhes na arquitetura de Veneza Veneza com frio e chuva Veneza com frio e chuva Veneza com frio e chuva Veneza com frio e chuva Janela de Veneza Mascaras de Veneza Detalhes de Veneza Roberta Martins Ponte dos Suspiros Mascaras de Veneza Mascaras de Veneza Mascaras de Veneza Mascaras de Veneza Mascaras de Veneza

©Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Tome Nota: Veneza com frio e chuva

E quem vai com tempo pode RESPIRAR ARTE PELOS BAIRROS DE VENEZA seguindo essas dicas da Mayra.

Como chegar de trem: Veneza pode ser bate e volta para quem está hospedado em diversas cidades do norte da Itália. Consulte os horários do transporte na sua cidade de partida.

Eu estava em ABANO TERME (51 km) com diversos horários de trem por dia, apenas cuidei para não perder o último. Por exemplo Milão está a 250 km e Bologna a 158 km distante com viagens todos os dias.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 12 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

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