Três Picos

Três Picos: a trilha e a cerveja artesanal

Diz a lenda que quem sobe um dos Três Picos ganha a cerveja artesanal local como prêmio. Mas a garrafa gelada não está lá no alto. Depois de conquistar o topo, é preciso fazer o caminho de volta, passar outra noite acampado, descer mais um vale e só então apreciar a exclusiva cerveja Três Picos. Conto agora a continuação da nossa aventura na Expedição Deuter Pro 2017 (leia a primeira parte aqui).

 

Dia 2 Conquista do Pico Menor

Trilha de ida e volta ao topo do Pico Menor era objetivo do dia.

Acordei com as conversas animadas dos colegas de acampamento. Normalmente desperto quando sinto calor dentro do saco de dormir, contudo, iria demorar muito porque havia uma fina camada de gelo cobrindo o solo e a barraca. Quando o sol começou a entrar no Vale dos Deuses, o vapor subiu imediatamente criando um efeito bonito e difícil de fotografar.

O café da manhã foi especial e deu pra entender a animação do grupo. Tinha tapioca doce e salgada feita na hora pelo Kiko, Nutella, café quentinho e até a erva-mate para eu preparar o chimarrão. Eu era a única gaúcha, mas encontrei guias com o mesmo hábito.

O acampamento
O acampamento
Camada de gelo evaporando do chão
Camada de gelo evaporando do chão
Camada de gelo derretendo sobre a barraca
Camada de gelo derretendo sobre a barraca

Partimos com a mochila carregando o suficiente para passar o dia e aguentar o frio nos 2.361 metros do Pico Menor. Depois de uma descida leve (que deve ser lembrada para guardar energia para o último obstáculo antes de voltar ao acampamento), chegamos a um dos vales mais bonitos da região. Os Três Picos se exibem iluminados pelo sol da manhã, araucárias se destacam na vegetação e a interferência do homem cria o clima rural com as cercas de madeira.

Vale na frente dos Três Picos
Vale na frente dos Três Picos

A partir deste ponto foi só subida contornando os Três Picos para chegar o mais perto do cume do Pico Menor pela mata. Então veio a parte mais difícil, subir com corda, um por um, exigindo uma força que eu não estrava preparada. O motivo de eu ficar três anos sem fazer trilhas pesadas (como contei no texto anterior) foi uma lesão que pode voltar a incomodar se eu exagerar no esforço. Como senti fisgadas neste dia, achei mais prudente ir com calma e esperar o pessoal em uma clareira com vista. Aproveitei para lagartear no sol ouvindo os gritos deles, primeiro de sufoco, depois de realização.

Na volta, a maioria concordou com a minha decisão porque foi mais difícil do que imaginavam. Outros disseram que perdi a melhor parte da viagem. Teve até pipoca feita na hora e drone registrando tudo. Fiquei com muita vontade na hora e quando vi o registro em vídeo do Sobrevivencialismo, mas cada um deve conhecer os seus limites e terei outras oportunidades de voltar. O percurso total da trilha foram 9 km com subidas puxadas, mas o primeiro a chegar no cume não foi nenhum de nós, e sim um cachorro vira-lata. O bicho vinha correndo por trás nos atropelando, passava na frente de todos e sumia na mata, então fazia tudo de novo.

O sol ainda iluminava o acampamento e era o melhor momento para enfrentar o banho gelado. Gritos vinham das duchas, mas o choque térmico foi ótimo para dar uma renovada e me manter aquecida o resto do dia. Sob um céu super estrelado, preparamos em equipe mais um jantar elaborado e curtimos o calor da fogueira com conversas, vinho e cantorias.

Dia 3 Os refúgios e a Cervejaria Três Picos

Desmontar acampamento e descer até o Refúgio das Águas era o objetivo do dia.

O início do caminho foi o mesmo do dia anterior com um desvio pra conhecer o Refúgio República Três Picos. A opção para quem não gosta de acampar e faz questão de banho quente. O melhor é o visual da sacada e a janelinha com vista para os Três Picos quando senta no vaso sanitário.

Seguimos em direção ao Vale do Jaborandi com subidas e descidas que somaram cerca de 3 km de trilha até o Refúgio das Águas. No caminhos cruzamos por gado, cavalos selvagens, frutas silvestres e nos despedimos dos Três Picos.

O grupo completo se despede dos Três Picos
O grupo completo se despede dos Três Picos (selfie do Kiko)

Por fim, o prêmio nos esperava no Refúgio das Águas: cerveja artesanal e pizza deliciosa feita na hora. Mas a verdadeira lenda é o proprietário cervejeiro e montanhista Sérgio Tartari. Isto segundo os escaladores do grupo porque pouco conversei com ele. Sérgio faz a cerveja ali mesmo com a água das nascentes e somente para experimentação e consumo próprio. Ou seja, a cerveja só é encontrada ali por quem percorre as trilhas do Parque Estadual dos Três Picos. Refúgio das Águas é outra opção de hospedagem com banho quente e quarto de casal.

Cerveja Artesanal dos Três Picos
Cerveja Artesanal dos Três Picos

Conheça os sites ou perfis dos participantes que vivem viajando por lugares incríveis na natureza:

O que é como participar da Expedição Deuter?

A EXPEDIÇÃO DEUTER é realizada desde 2014 como uma ação para aproximar a marca dos seus consumidores. Este ano fizeram uma edição extra (tema do artigo) – Expedição Deuter Pro – para atletas, influenciadores digitais e parceiros. A próxima para fãs e consumidores será em agosto e as inscrições já estão abertas no site.  

©Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais. Esta viagem foi cortesia.

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Lanche no cume do Pico Menor (Por Di Sanches)
Lanche no cume do Pico Menor (Por Di Sanches)

No Refúgio das Águas

Três PicosIvo preparando a pipoca (Por Ju Trekker)Três PicosCavalos soltosRepública Três PicosO banheiro da República Três PicosTrês Picos

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site e fotógrafa. Há 11 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo.

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