Bali

Primeiras impressões de Bali


Passamos o Natal de 2010 na Indonésia. A ilha de Bali é um destino frequente para os moradores da Austrália Ocidental, mais de 200.000 australianos vão para lá todos os anos. Os preços baixos e a distância curta são irresistíveis, apenas 3,5 h de voo de Perth! Conseguimos uma promoção muito boa e não resistimos, finalmente teríamos uns dias de descanso e tranquilidade em um paraíso tropical!

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Artesanato em Bali
Artesanato em Bali

Primeiras impressões de Bali

Motoqueiro carregado
Motoqueiro carregado

Mas nosso primeiro dia foi um leve choque cultural. Ficamos na praia de KUTA, há 15 minutos de Denpasar, a capital. É um centro comercial e turístico, muito movimentado, mas com os preços mais acessíveis de hospedagem e alimentação. No início o que vimos foi bastante pobreza e sujeira, um contraste com as praias, as paisagens de cinema, a cultura super rica, os resorts elegantes e a arquitetura típica dos templos.

Andar na rua é uma loucura, quase um desafio. Carros e motos circulando todos juntos, de tudo que é lado e para tudo quanto é lado, pessoas carregando uma casa inteira de bicicleta e os pedestres andando no meio deste caos, porque são raras as vias com calçadas. Bastante sujeira e lixo, oferendas e muita gente na rua. A cidade vive do turismo, então em qualquer lugar que se passe tem alguém oferecendo alguma coisa, massagem, artesanato, passeios guiados, “taksi”…

Trânsito em Kuta
Trânsito em Kuta

Muito calor e muita umidade. Na Indonésia só existem duas estações: a seca e a úmida. Pois justamente chegamos na época das chuvas, no meio de dezembro, mas a informação que tínhamos dizia que as chuvas eram rápidas e esparsas, que isto não seria um empecilho para aproveitarmos o passeio. E não foi. A verdade é que tivemos muitos dias cinzas e a falta de sol pode mudar completamente a percepção que temos de um lugar.

A praia de Kuta está um pouco poluída, a urbanização não planejada e o turismo excessivo mudaram o lugar, que muitos dizem estar totalmente diferente de dez anos atrás. Mas a costa é bonita, com um calçadão em toda a sua extensão e árvores bem grandes que fazem uma sombra maravilhosa, quase um micro clima. Com toda a umidade da época, descansar embaixo destas árvores era como estar no paraíso!

Calçadão em Kuta Beach
Calçadão em Kuta Beach
Oferendas
Oferendas

Caminhamos por todo este calçadão, que é bem grande, até chegar à praia de Legian e vimos muita coisa bonita no caminho. Bastante verde, flores e pássaros. Templos com uma arquitetura linda, toda rebuscada, cheia de estatuas de deuses, tecidos coloridos e oferendas por todo o canto. O Hinduísmo é a religião da maioria dos balineses, praticamente 90% da população segue estes princípios. São muito místicos. Perguntamos a uma senhora porque ela estava colocando uma cesta cheia de comida em um altar e ela disse que alimentava os deuses todos os dias e assim eles agradeciam a ela e a família com boa sorte e felicidade. Ficamos encantados com a simplicidade e sabedoria. De fato, até as casas particulares tem o seu pequeno altar e as famílias param para rezar e agradecer pelo menos três vezes por dia.
No caminho também vimos muitos hotéis lindos na beira da praia, com uma infraestrutura incrível,  quiosques de massagens, piscinas com borda infinita… LEGIAN já nos pareceu mais organizada e limpa, restaurantes super charmosos na beira da praia e também descobrimos que a noite cool acontece lá.

No resto dos dias aprontamos bastante e definitivamente, tranquilidade é o que não tivemos por lá, não paramos um minuto! As nossas primeiras impressões mudaram consideravelmente até o fim da viagem e encontramos um lugar bem diferente do que imaginávamos, embora surpreendente. Estar fora da temporada também foi um ponto a favor, pudemos ver a vida dos nativos de verdade, sem filas e com preços mais baixos…

ROBERTA FEZ AULA DE SURF EM KUTA

Atenção turistas! Golpe em Bali

Tivemos um pequeno incidente no aeroporto e depois descobrimos que é um “golpe” comum por lá. Assim que desembarcamos do avião fomos para o departamento de vistos e imigração, já que tínhamos optado por fazer o visto na hora. Com os vistos prontos fomos até o setor de bagagens e, para a nossa surpresa, 3 homens vestidos com uniformes e credenciais como se fossem policiais estavam com as nossas mochilas nas costas e segurando uma outra mala. Assim que perceberam que as bagagens eram nossas fizeram sinais para seguirmos eles e saíram caminhando, rapidamente, sem tempo de perguntarmos mais nada. Neste trajeto um monte de coisas passou pela minha cabeça, inclusive que poderiam ter “plantado” algo nas nossas malas, porque sabia que não tínhamos nada de errado antes disso, mas mesmo assim fiquei com medo.  Foram alguns minutos de angústia e os homens andavam muito, muito rápido.

No fim pararam em frente a um câmbio e disseram para trocarmos dinheiro, mas agradecemos e dissemos que não precisávamos. Ainda estavam bem agarrados nas nossas malas e então disseram que só devolveriam se pagássemos uma certa quantia. Não tínhamos muita escolha, pagamos alguma coisa para eles, menos do que pediram, e quase tivemos que arrancar as mochilas das costas deles. Disseram muitas grosserias, falando que o dinheiro que pagamos era pouco. Foi um incômodo que não precisávamos ter passado e que no final das contas não foi nada sério, menos mal, mas uma chateação que não precisava ter acontecido.

No próximo post vamos contar um pouco das nossas aventuras por lá, descrevendo com mais detalhes os lugares e os passeios.

 

Um hotel na beira da praia em Kuta
Um hotel na beira da praia em Kuta

Tome Nota Bali

Visto: desde 2016 brasileiros não precisam de visto para ficar até 90 dias na Indonésia.

Aeroporto e táxis: vá direto para a cabine azul, a direita da saída. Os preços são fixados de acordo com o destino final.

Câmbio e dinheiro: Esteja esperto e atento a tudo. Cuide do seu dinheiro. Tivemos a impressão de que sempre tinha alguém querendo fazer uma “esperteza” na hora do troco ou tirar proveito de alguma maneira. Como a moeda indonésia é bem desvalorizada com relação ao dólar, é fácil se perder com a quantidade de zeros e os comerciantes se aproveitam disso. Não troque dinheiro no aeroporto, normalmente as taxas são terríveis. Prefira as casas de câmbio oficiais, mesmo que a diferença de cotação seja desleal com os câmbios  de rua.  Acredite, eles não são mais baratos a toa, com as espertezas acabam ganhando muito mais.

Procure andar sempre com Rupiahs e não usar dólares. Tome cuidado com o troco e confira sempre o dinheiro que está entregando ao vendedor.

Descontos: Peça descontos sempre! Se ainda não sabe, aprenda a barganhar, é possível baixar os preços para menos da metade, pedir e ganhar descontos é quase como um senso comum por lá.

Hotel em Bali: ficamos em Luta e Roberta ficou em opções melhores do que a nossa. Veja o relato dela em HOSTEL e RESORT ou compare preços e veja opções no metabuscador.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Juliana Gadret

Juliana Gadret

É pelotense, arquiteta e doutoranda em urbanismo em Perth, Austrália. Casado com Leandro Martins, mãe do Lucas e Nina, decidiram começar vida nova na Austrália desde 2010. Foram namorados na época da adolescência e se reencontraram 8 anos depois com muitos pontos em comum: o amor da época teen, a paixão por viajar pelo mundo, a sede de conhecimento, a vontade de mudar.

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