Flutuação no Rio da Prata

O surreal mergulho em aquário – Flutuação no Rio da Prata


Me sentir parte de um mundo submerso somado a dois eventos surreais fez a flutuação no Rio da Prata ser o que realmente vale a pena em Bonito. Dizem que o rapel com mergulho no Abismo Anhumas concorre parelho, mas este deixei para uma próxima oportunidade. Agora vou contar como foi mergulhar em um aquário gigante.

Com hora previamente agendada, cheguei ao local para receber as instruções e em seguida estava com a roupa de neoprane pronta para o que deveria ser melhor do que a flutuação na Barra do Sucuri. ‘Melhor estrutura, visibilidade e mais variedade de peixes, porém, mais cansativa.’ conta quem já fez os dois.

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Trilha pela mata ciliar pronta para entrar na água
Trilha pela mata ciliar pronta para entrar na água

SAIBA COMO FOI A FLUTUAÇÃO NO AQUÁRIO

Flutuação no Rio da Prata

Uma pequena trilha (2,5 km) pela mata ciliar até a nascente do rio Olho D’Água dá início ao passeio e batalha contra os mosquitos. É proibido usar repelente e protetor solar pra entrar na água e, na luz do dia, os bichinhos vão direto para a cor preta da roupa de mergulho. Quando cai na água melhora, pelo menos a área de ataque deles reduz para pescoço e orelhas. Aguente!

Nosso grupo de nove pessoas treinou para testar o equipamento e o instrutor sentir quem iria precisar de ajuda durante o percurso. Ele ficou atento durante os 110 minutos de flutuação (que pareceram horas) nos desviando nas partes mais difíceis e tranquilizando nos momentos inesperados.

Temperatura fora da água
Temperatura fora da água

A temperatura do rio estava agradável em 22 graus e a profundidade variava em torno dos 60 centímetros, era fevereiro. Seguimos em fila indiana, proibidos de colocar os pés no chão (o movimento na areia atrapalha a visibilidade entre outros motivos), e uma sensação maravilhosa tomou conta do meu corpo. Não era preciso fazer nada além de olhar. A correnteza nos conduzia entre momentos de vegetação densa ou limpa, entre cardumes e uma bela variedade de cores e tamanhos de peixes. É grande a diferença de ver aquele mundo do lado de dentro e de fora d’água, as cores, nitidez e percepções mudam completamente.

Vegetação no fundo do rio
Vegetação no fundo do rio
Nascente
Nascente

O percurso e o susto

Cruzamos por duas nascentes brotando no fundo, áreas bem calmas ou com correnteza forte que até precisou de um empurrãozinho do instrutor para não errar o trajeto. Em alguns momentos era necessário desviar das pedras ou direcionar o caminho nos pontos mais largos, mas tudo feito calmamente. Pelo menos até uma mulher, distante uns três metros de mim, dar um grito assustador…

Ela bateu em um jacaré! O pobre bicho se assustou e se afastou rapidinho, então ficou de canto só nos olhando. Era pequeno e, segundo o guia, mora ali sem nunca atrapalhar os turistas, mas naquele dia resolveu cruzar o rio na hora errada. Ele não atacou, apenas encostou na mulher que instintivamente deu um tapa para afastá-lo. Ah, como eu queria estar atrás dela para gravar esta cena… Afinal, estamos na terra dos jacarés e sucuris (podia ser ainda mais assustador) e quem está na chuva é pra se molhar, não é?

Câmera a prova d'água é acessório obrigatório para lembrar do momento
Câmera a prova d’água é acessório obrigatório para lembrar do momento
Água por todos os lados
Água por todos os lados

E falando em chuva… Ela veio, quer dizer, um temporal com trovões surgiu no final da flutuação pra deixar tudo mais especial. Alguns metros antes, o curso natural do rio desagua em outro rio maior, mais profundo (8 metros) e dois graus mais gelado. A luz muda pra azul celeste, a visibilidade diminui e é como adentrar em outro mundo em uma espécie de choque.

Neste ponto um bote está a espera de quem não se anima a continuar nadando e eu aproveitei para me exercitar. Pode bater pé e nadar como quiser até o ponto final do passeio. A cor da água é linda e densa mesmo sem sol, ele até apareceu em alguns momentos desde o início, mas naquele instante uma nuvem preta tomava conta do céu.

Quando caiu a tormenta, o movimento da superfície da água com as gotas foi sensacional. Foram minutos agradáveis como são os melhores sonhos. Em nenhum momento se tornou pesadelo (talvez raios tivessem mudado isso) e quando colocava a cara dentro da água não fazia a menor diferença. A chuva não interferia naquele mundo, apenas deixava a correnteza um pouco mais forte acabando com o passeio de forma mais rápida. Fora d’água era uma ventania, pouca iluminação e pingos grossos não deixavam ver muita coisa. Segui no mundo azul até ser puxada para sair da água e entrar na mesma trilha para voltar.

Sem dúvidas a Flutuação no Rio da Prata é única e a melhor opção para flutuar em Bonito. A viagem não ficaria completa sem essa experiência. Encante-se com o vídeo:

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Se gosta de praticar snorkel, acompanhe nossas experiências pelo mundo submerso neste link

Tome Nota Flutuação no Rio da Prata

O colete é opcional, mas aconselhável porque ajuda a flutuar melhor e evita pisar no chão. Principalmente na hora de arrumar a máscara quando entra água.

Até os primeiros 30 minutos pode desistir saindo pela mata, depois tem que continuar até o final.

Para fazer xixi tem paradas em pontos determinados podendo sair da água e usar o mato. Não faça usando a roupa, lembre-se que outros ainda vão utilizá-la.

É servido um almoço típico regional no final do passeio e, como estava morrendo de fome, achei tudo maravilhoso.

O Recanto Ecológico Rio da Prata oferece outras atividades como mergulho com cilindro, cavalgadas e observação de aves. Tem vestiário pra tomar banho e recomendo levar roupa íntima, shampoo e creme de pentear para melhorar o visual. A mochila deixei com a motorista Rosa que nos levou neste e em todos os passeios.

Em Bonito tudo precisa ser marcado com antecedência ou pode lotar na hora. Na verdade, nem adianta chegar na hora querendo passeios porque a maioria nem vende. O destino se organizou para tudo ser comprado em sites ou receptivos e recomendo organizar tudo pela Internet. O site da TOURON vende esses e outros passeios além do transfer.

Fotos de Roberta Martins e Leandro Gabrieli.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 12 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

6 comentários

  1. Oi Roberta, td bem a https:\\www.agenciasucuri.com.br a Agencia sucuri tem o prazer de convida la a voltar para Bonito que tal ???

    Cássio PImentel

    1. Oi Cassio
      Obrigada, por enquanto não tenho planos de ir até Bonito. Mas gostaria de voltar porque peguei muita chuva e atrações fechadas. A impressão ficou prejudicada e pouco escrevi sobre o destino. Vamos continuar em contato

  2. Olá Renata, vc acha que há necessidade de alugar uma roupa de neoprene comprida ?? A água é mt fria ??!! Iremos em abril !
    Seus vídeos estão lindos ! A máquina é sua ou vc alugou ?
    Bj

    1. Oi Maria Inês, em fevereiro achei agradável, mas estou acostumada com água gelada do sul, você pode achar gelada. A roupa está inclusa no pacote do passeio e me deram manga comprida com short. Pela temperatura eu teria feito sem a roupa

  3. Amei tudo!! Só não curti a parte dos mosquitos, kkkkk…
    Obrigada por compartilhar tanta beleza!!

    Bjo!

    1. Se é a Nóris que estou pensando estás acostumada com esses mosquitos terríveis. Te digo que os lugares onde mais sofri com eles no mundo foram Pelotas e Pantanal (nesta mesma viagem a Bonito). Pelo menos em Pelotas é só no verão, hehehe

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