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O carinho dos nativos


O trekking no Vale do Pati pode parecer longo, mas tem o esforço compensado pelas paisagens e pessoas que encontramos pelo caminho. A hospitalidade, além das cachoeiras e poços interligados por trilhas, abertas por garimpeiros, fazem parte das recompensas.

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Trekking no Vale do Pati

Mochilas levadas por burros
Mochilas levadas por burros

O Vale é um dos maiores atrativos da Chapada Diamantina. Escondido entra Andaraí e Guiné, o Parque foi criado em 1985 resultando no fim da extração desordenada que agrediu muito a região.

A única maneira de conhecê-lo é caminhando. Foram em torno de 70 quilômetros em quatro dias. Precisei carregar apenas a mochila de ataque, o resto foi levado no lombo de burros que saiam na nossa frente e deixavam os pertences nos pontos de estadia.

Gerais do Vieira
Gerais do Vieira
Casa da Dona Raquel
Casa da Dona Raquel

O primeiro dia foi de subidas, passamos pelos Gerais do Vieira com uma vista fantástica do Vale do Capão. Almoçamos na Cachoeira dos Cristais e finalizamos o percurso de 20 quilômetros até a casa da Dona Raquel, uma local que nos hospedou.

Eu imaginava que casa de nativos seriam lugares com estrutura semelhante a um acampamento. Porém encontrei algo muito melhor. A casa era simples, não tinha luz elétrica, feita com paredes de taipa e chão batido. Contudo, o carinho como fomos recebidos tornou aquele lugar melhor que muito hotel 5 estrelas. A maior atração foi ver a TV da Dona Raquel à noite. Sentamos virados para o Vale e ali ficamos horas admirando as estrelas.

TV da Dona Raquel
TV da Dona Raquel
No caminho teve mais paradas para banhos
No caminho teve mais paradas para banhos
casa do Seu Jóia
Casa do Seu Jóia

Passamos o segundo dia relaxando na CACHOEIRA DO POÇÃO, um lugar excelente para tomar banho. À noite teve um forró super divertido organizado pelos filhos da dona da casa.

No terceiro dia levantamos cedo e partimos em direção à próxima estadia, a Casa do seu Jóia, onde a simpatia e a fartura na mesa também compensaram qualquer falta de conforto.

O último dia partimos cedo, uma nova subida puxada de quase duas horas, mas que nos revelou uma paisagem gloriosa do Vale no final. Mesmo com tempo fechado, as fotos ficaram ótimas.

Pequena planta
Pequena planta
O fim do trekking no Vale do Pati
O fim do trekking no Vale do Pati

A aventura terminou no meio da tarde em Andaraí com uma certeza: o carinho com que fomos acolhidos pelos nativos da região foi a experiência da viagem.

 

Tome Nota trekking no Vale do Pati

A melhor época para ir é de julho a setembro.

Como chegar: a cidade base é Lençóis. Pode ir direto de avião pela TRIP ou de ônibus pelas companhias REAL EXPRESSO ou AGUIA BRANCA.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Leandro Vettorazzi Gabrieli

Leandro Vettorazzi Gabrieli

Co-fundador do Territórios versão 2010, fotógrafo amador, empresário e entusiasta de tecnologia. Combina o hobby de viajar com a paixão de fotografar, principalmente animais. Parceiro para tudo, não precisa perguntar duas vezes para fazer uma aventura ou indiada. Se você encontrar com ele em uma viagem certamente estará com sua mochila nas costas e sua Nikon na mão.

1 comentário

  1. Oi, Leandro! Sou doida para fazer a travessia do vale do pati. Com quem você fez? Vc recomenda algum guia?
    Obrigada.
    Priscila

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