Nevasca em Amsterdam

Nevasca em Amsterdam

Esta cidade me deixou com ótimas impressões, mesmo passando o maior frio que já senti, eu quero voltar. De preferência na primavera para ver os campos coloridos com flores, moinhos e vacas holandesas. E poder pedalar ou caminhar pelos canais sem sentir aquele frio congelante. Quatro dias foram suficientes para conhecer a cidade como explico no artigo com as dicas aos viajantes. Agora, conto como foi viver uma nevasca em Amsterdam.

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Bairro Jordaan
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Nevasca em Amsterdam

Nevando forte
Nevando forte

Chegou a fazer 12 graus negativos, era impossível ficar na rua por muitas horas, isso caminhando, se fosse parada acho que não aguentaria nem 15 minutos. Caminhamos muito, mas tínhamos que parar de 2 em 2 horas, entrar em alguma loja com calefação ou tomar um café quente. Quando completava exato este tempo eu não conseguia mais sentir os dedos do pés e mãos, nem nariz e até o meu pensamento congelava. Se Adrien não me levasse para algum lugar quente, acho que eu morria ali congelada, por vezes eu não tinha força para me mexer de tanto frio. Ele achava um exagero, mas esta   acostumado com baixas temperaturas.

Neve quase até os joelhos nos parques. Do céu caiam bolas grandes que entravam no meu olho e eu não podia ver direito. No meio da nevasca via tudo branco. Gostei mais quando caia neve fraquinha, quando vinham as bolas grandes eu preferia apenas ver pela janela, do lado de dentro. Quando a neve parava de cair o piso das calçadas com mais movimento voltava a aparecer e era muito escorregadio, principalmente perto do meio fio de pedra lisa. Ao meu redor várias pessoas escorregavam, eu perdi o equilíbrio algumas vezes e não entendo como não fui ao chão.

Vondelpark coberto de neve
Vondelpark coberto de neve

A cidade é um charme, arquitetura diferente com casas que estão desde o século 19, 18, 17 ou mais antigas, tudo preservado e moderno por dentro. Adorei passear pelos canais e admirar essas casas com fachadas estreitas e altas. Algumas tinham janelas abertas, era possível olhar para dentro e ver o cotidiano das pessoas e a decoração. Em alguns canais vi cisnes e gaivotas nadando na maior tranquilidade.

Casas de Amsterdam
Casas de Amsterdam

Europa não tem fronteiras como aqui, mas a fama de Amsterdam faz com que policiais viagem no trem e peçam documentos para suspeitos. Eu estava sentada na janela, abri a mesa e comecei a preparar o meu chimarrão quando um labrador pulou em cima do Adrien e veio cheirar a mim e a erva,  logo após vieram vários policiais correndo. Gelei! Adrien não percebeu o que acontecia, gostou do cachorro e começou a fazer carinho no bicho, os policiais pedindo pra ele parar e eu já pegando meus documentos. Ainda bem que o cachorro não se interessou pela erva e logo saiu cheirando outras pessoas. Um dos policiais falou espanhol comigo, pediu o passaporte e disse que gostava muito do mate argentino, dai eu abri o sorriso e o nervosismo passou. Até ofereci o mate para ele.

Centraal Station
Centraal Station

Chegamos de trem na CENTRAAL STATION sem mapa e sem saber para que lado ir, foi o máximo encontrar uma máquina que perguntava para onde queríamos ir, digitamos o endereço do hostel e saiu um mapa impresso mostrando o caminho a partir da estação. Fomos a pé sem erro.

A noite pode ser quente em Amsterdam

Lorea, eu e Ane no Voldenpark
Lorea, eu e Ane no Voldenpark

Aqui encontrei amigos brasileiros e aproveitamos mais os bares, cervejas e noite. Fomos na Boate PARADISO por ser a top da cidade e pertinho do hostel. Era uma igreja antiga com luzes legais e Djs tocando música eletrônica. Dizem que acontecem muitos shows bons aqui. Me chamou a atenção as mulheres chegando encasacadas com mochilas indo direto pra chapelaria. Ali elas tiravam as botas, colocavam salto, tiravam roupas pesadas e colocavam tudo na mochila. Durante a noite tem vários shows que começam cedo, quando um termina todos devem sair ou pagar a mais para continuar na casa. Nós ficamos esperando lá fora o show anterior acabar.

Canais congelados
Canais congelados

Leia o relato do Raul que também viajou no inverno

Tome Nota

Holanda não é famosa pela culinária, mas fiz algumas descobertas deliciosas. Pra comer na rua quando bater a fome tem a rede Febbo. Um fast food de croquete, ou batatas fritas com maionese em quiosques. Stroopwafel é uma maravilha que descobri por acaso, são tipo biscoito / waffle que tem nas feiras ou nos supermercados Albert Heijn. Trouxe alguns e foi o maior sucesso.

Hospedagem: Ficamos no HOSTEL STAYOKAY VONDELPARK em um quarto com 2 beliches e banheiro, mas era só para nós 2. O café da manhã foi o melhor, variado com delicias como nutella. O astral das áreas comuns é muito bom, cheio de brasileiros e tinha promoção de Heineken pint de barbada. Ruim foi não ter cozinha comunitária, não poder comer nos quartos e ter que pagar para usar a Internet.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 12 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

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