Miami Heat

Miami e o basquete


Quando pensava em uma viagem aos Estados Unidos, Miami, nem sequer passava pela minha cabeça. Como eu poderia curtir um lugar quente, com praias e a fama de um turismo focado em compras? Ainda bem que o mundo dá voltas e está aí pra nos fazer rever os conceitos. O cenário começou a mudar mais ou menos há um ano, quando passei a acompanhar os jogos do Miami Heat com meu namorado. Aos poucos, estava quase tão viciada quanto ele teve a ideia de incluir a cidade num roteiro futuro passou da possibilidade a realidade em abril desse ano.

Atualizado em junho de 2018

American Airlines Arena antes de liberarem o acesso ao estádio
American Airlines Arena antes de liberarem o acesso ao estádio
Vai começar apresentação dos times
Vai começar apresentação dos times

Conseguimos comprar ingressos para o jogo entre o Heat e o Boston, no dia 13 de abril – um dos últimos antes dos playoffs –, fechamos um apê pelo Airbnb (que foi cancelado pela proprietária super em cima da hora, mas conseguimos um hostel aos 48 do segundo tempo) e ainda incluímos uma ida à Nova York e um reencontro com uma grande amiga. Perfect! Aliás, cabe um parênteses aqui: comprar o ingresso para uma partida internacional foi mais fácil do que adquirir, retirar e se deslocar até o estádio novo do Grêmio, em Porto Alegre.

O dia do jogo do Miami Heat

Reservamos o dia do jogo para conhecer Downtown, Coral Gables e Little Havana, que valem um post só para eles, e no fim da tarde fomos para a American Airlines Arena ver a movimentação. O público começa a chegar cedo, vai ficando no entorno, dá uma olhada nos trailers que vendem camisetas, canecas, bonés e todo o tipo de souvenir do time. A civilidade com que tudo ocorre é um dos fatores que mais chamou a minha atenção. Não vi empurra-empurra na fila nem falta de educação dos seguranças para revistar bolsas e mochilas. Ponto pra eles!

Times aquecendo para o jogo
Times aquecendo para o jogo
Lebron treinando arremessos
Lebron treinando arremessos

Como todos têm lugar marcado, não há muita pressa em ir para a quadra. A maioria prefere passar na loja oficial do Heat (eu também não resisti e voltei com uma blusa e um mini mascote) ou ficar comendo e bebendo em uma das várias opções de lanche que ficam concentradas lá dentro e entram quando a partida já está quase iniciando.

Mais do que um jogo, o que vimos foi um espetáculo. Com música rolando o tempo todo, apresentação dos jogadores com direito a chamas sendo lançadas (o vídeo mostra a entrada do Miami) e um apresentador que fica o tempo todo motivando a torcida, não tem como não ser contagiada pela empolgação. Para as jogadas de ataque havia uma música específica, assim como para as de defesa. Quando a coisa fica mais pegada, com passes incríveis, enterradas e tocos, a abertura de Seven Nation Army, do White Stripes, começava a ser entoada por todos. De arrepiar.

Lets go Heat!
Lets go Heat!

Lá dentro, a gente nem sente o tempo passar. A cada tempo pedido, entram as cheerleaders com suas coreografias. Há distribuição de brindes e a cena clássica de filmes americanos: eles ficam mostrando as pessoas da plateia no telão gigante que fica em cima da quadra. Outra coisa que me surpreendeu positivamente foi a convivência pacífica entre as torcidas. Atrás de nós estava uma guria com a camiseta do Boston e gritando e sofrendo intensamente com o time dela e, em nenhum momento, houve qualquer tipo de interferência ou intimidação. Fica cada um no seu quadrado, literalmente. E o meu primeiro jogo ao vivo da NBA acabou com o Heat ganhando de 109 a 101 e com a vontade de voltar mais vezes. E acho que dei sorte, já que o Miami foi o campeão desse ano!

PS: A saída do jogo foi meio conturbada, com trânsito caótico. Muitos carros, limusines e ônibus trancados em um mega engarrafamento. Levamos cerca de uma hora para chegar em Miami Beach. Pegamos o Metromover (que é gratuito e circula no centro) até a estação Omni e de lá pegamos o ônibus Linha 3.

PS2: Roberta acabou de voltar de Miami e conta sobre o novo trem Brightline localizado ao lado do estádio. É uma ótima alternativa para quem se hospeda em Fort Lauderdale ou West Palm Beach.

Placar final
Placar final

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Tatiana Gappmayer

Tatiana Gappmayer

Tatiana Gappmayer Jornalista, cinéfila, apaixonada por mapas e livros de arquitetura e mochileira.

1 comentário

  1. Tatiana, partilho da sua resistência em viajar para Miami, sempre que alguém sugere este destino chega a me dar calafrios… Mas confesso que seu post me deixou com vontade de pelo menos assistir a uma partida de basquete nos EUA, seja em Miami ou qquer outra cidade, já que não torço especificamente para nenhum time, então acredito que um bom jogo com dois times competitivos seria uma boa pedida independente da cidade.
    Gostei, parabéns!!

    Abraço

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