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Córsega, a ilha da beleza


Ilha da beleza, como é chamada em francês, confesso que essa região ou « coletividade territorial », como a denomina o governo da França, sempre me passou despercebida. Até porque quando a gente pensa em praias francesas é a Côte d’Azur que vem automaticamente às nossas memórias.

Assim, quando o namorado sugeriu que nosso destino de verão fosse a Córsega, eu disse: « Grécia ». Mas uma promoção de uma companhia low cost falou mais alto eu aceitei meio a contragosto de conhecer uma ilha que não atiçava em nada a minha curiosidade.

O texto continua após os serviços recomendados no destino.

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Palombaggia
Palombaggia

Córsega, a ilha da beleza

Depois de ver algumas fotinhos de outros viajantes e de me deparar com uma quantidade imensa de praias de águas azuis, reservas e parques ecológicos (uma delas, Scandola, patrimônio mundial da Unesco), uma historia que data de antes do Império Greco-Romano e uma arquitetura medieval, imaginei que esse destino poderia ser mágico.

Como tínhamos sete dias para mochilar pela ilha, a intenção era fazer um tour do lugar e conhecer um pouquinho de cada parte. Afinal, uma ilha que tem uma distância de 182 km entre o Norte e o Sul, não precisa de tanto tempo para ser explorada, certo?

Bodri
Bodri

Errado. Logo que pisamos em solo corso, percebemos que a ideia de conhecer o lugar em uma semana não era só difícil como impossível. No primeiro oficio de turismo onde passamos, nos ofereceram tantas atividades, tantos lugares inacreditáveis, entre praias, montanhas, um deserto (sim, existe um deserto na Córsega, Desert des Agriates!), lugares históricos, cidades escondidas, trilhas, passeios de barco, mergulho… que logo no primeiro dia decidimos que precisaríamos voltar numa outra ocasião com muito mais tempo.

Bandeira da Córsega
Bandeira

 

Bastia
Bastia

Hospedagem na Córsega

Surra de bunda nas pessoas organizadas e inteligentes (como nós) que compram passagens para um destino sem pesquisar a hospedagem antes. Fomos descartando hotéis (entre 300 e 200 euros/dia) e albergue (escassos e a cerca de 100 euros/dia) até chegar aos campings (entre 7 e 8 euros/dia) – opção que escolhemos.

Outra dica é que a maioria dos campings não aceitam reserva. É preciso chegar na cara e na coragem nos lugares e, no caso de lotação, pedir com carinho um lugarzinho modesto para pessoas simpáticas.  Ao menos, eles cederam ao nosso gingado.

Faça sua reserva com antecedência no Booking. Mas verifique as avaliações antes de definir a hospedagem.

Alimentação na Córsega

Se tem gente que paga 300 euros para dormir, tem gente que paga também muito caro para comer.

Pessoas organizadas e inteligentes (como nós) economizam na hospedagem, tomam insolação e gastam tudo o que não podiam numa só janta.

Mas além de deixar o salário do mês num restaurante, as lanchonetes e as boulangeries (padarias) também tem opções mais em conta, como as pizzas, os sanduíches com presunto e queijo corso e as saladas. As patisseries (pãezinhos e doces para o café da manha) são mais baratos do que na França (desculpa, mas na Córsega é difícil se sentir na França).

Vale a pena experimentar as bebidas, como os vinhos e as cervejas da Ilha, são especiais. Nos supermercados e mercadinhos, os preços são mais agradáveis do que nos bares e restaurantes.

O óleo de oliva corso é outra especialidade da região.

Curiosidades

A Córsega passou pelo domínio genovês, por isso o nome dos lugares, das ruas, dos monumentos, os nomes e sobrenomes de seus habitantes e mesmo sua cultura ainda guardam resquícios dos italianos. Mas a Região possui sua própria língua (embora o francês seja oficial) e seus costumes particulares.  É importante lembrar que a Córsega já foi independente em 1755 e um forte movimento separatista, o FLNC, reivindica a independência do Estado francês há décadas. 

Tome Nota

Como chegar: Chegamos em Bastia com a companhia aérea Easy Jet a partir de Lyon. Outras companhias também  levam da França até a Córsega (através de Paris e outras cidades francesas). A quantidade de italianos nos deixou claro que, devido à proximidade com a Itália, companhias aéreas italianas devem oferecer facilidades também. Alemães e escandinavos não passavam despercebidos, então se você estiver na Escandinávia ou na Alemanha, procure por empresas aéreas que façam o trajeto.
Os quatro aeroportos da Região são Ajaccio e Figari (Sul); e Bastia e Calvi (Norte).

Transporte: Infelizmente o transporte na Ilha não é tão fácil. Linhas de ônibus entre as cidades saem no máximo duas vezes por dia e nem todos os dias. O Norte oferece a vantagem do trem entre algumas cidades.

Muita gente prefere já chegar de carro na Ilha, o que é possível a partir de cidades na costa francesa, como Nice, Marseille, Toulon e La Rochelle; e de outras cidades da Itália e na Sardenha.

Outra ideia é alugar carro ou scooter na Ilha mesmo. Mas, atenção, se optar por essa alternativa (especialmente nos meses de julho e agosto – verão no Hemisfério Norte), o faça com antecedência.  Com a alta procura dos turistas nessa época, nós não conseguimos nem bicicleta.

Leia o artigo Córsega de norte a sul para planejar o seu roteiro

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Daniella Franco

Daniella Franco

Jornalista, mestre em Ciências da Informação e Comunicação e mochileira. Há onze anos veio estudar e morar na França e desde então seus horizontes tem aumentado cada vez mais. Viajante um tanto atrapalhada, costuma chegar aos destinos sem qualquer roteiro, esquece em casa os endereços dos hotéis onde deve se hospedar, deixa os joelhos nas trilhas, desce as montanhas rolando, leva os piores torrões nas praias e pegou pneumonia fazendo ski. Mas o importante é que sempre volta das viagens com boas historias pra contar. De hotel de luxo a camping, do sofá-cama dos amigos aos albergues da juventude, Daniella descobriu que viajar também é uma arte.

6 comentários

  1. Pretendo morar em Córsega Porto vecchio e gostaria de saber sobre escolas,pois tenho uma filha de 11 anos,alguém pode me ajudar?

  2. Estarei desenbarcando na Corsega dia 09/04 já li muito sobre as belezas da ilha, o que falta são comentários de um caminho a ser seguido com as dicas peculiares de um bom viagem. Estarei aguardando as dicas de o que fazer e como fazer. Sairei de Livorno.

    Obrigado,

    Marivaldo

  3. Estivemos na Córsega no ano passado e também ficamos acampados.
    É muito típico dos Europeus fazerem isso.
    Vimos familias inteiras acampando.
    A ilha é um espetaculo da natureza e tem uma arquitetura maravilhosa.
    Vimos poucos Brasileiros por lá, na real só um amigo nosso que realiza um festival de música em Calvi.
    Conseguimos alugar um carro e rodamos boa parte da ilha, fomos das praias as montanhas.
    Foi maravilhoso, queremos voltar em breve!

  4. Post muito bem elaborado, nos dá realmente uma ideia de como é estar por lá! 🙂

  5. Podemos conhecer um lugar indo ao mesmo ou podemos fazê-lo através da leitura(sem gastar nada).Viajei pelas águas límpidas da Ilha de Córsega,conheci as paisagens maravilhosas,retornei a séculos passados,observando suas ruelas e velhas construções.Enfim, sonhei acordada,sentada em minha cadeira, me sentindo na imensidão do oceano.Agradeço a vocês, Florent e Daniella,que me proporcionaramessa viagem maravilhosa.Quero continuar viajando com vocês.

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