Como alugar uma casa na praia

Como alugar uma casa na praia


Final de ano se aproximando e já começam as primeiras incursões para o principal destino dos brasileiros nas férias: as praias. Com mais de 9 mil quilômetros de litoral, o Brasil não deixa a desejar em termos de opções. Segundo uma pesquisa da CVC, 7 dos 10 destinos nacionais preferidos estão na costa brasileira. Assim, é necessário se organizar com antecedência, especialmente para períodos próximos de feriados e a alta temporada do verão.

Como alugar uma casa na praia

Vista da janela de uma casa na Praia do Rosa (SC)
Vista da janela de uma casa na Praia do Rosa (SC)

Com minha família ou amigos, passávamos o verão no litoral de Santa Catarina, e assim optávamos por alugar, casa ou apartamento. O método era bem simples e rotineiro; escolhíamos a praia de destino e fazíamos uma seleção das imobiliárias do local, onde pesquisávamos preços e características do imóvel. Dependendo do número de pessoas que iriam se hospedar e do valor que pretendíamos pagar, o corretor de imóveis nos oferecia uma série de sugestões. Como contávamos com o fator proximidade (minha família vem do interior do Estado), tínhamos a possibilidade de visitar os imóveis antes de alugá-los e, assim, fazíamos nossa escolha final.

Outro método, que também só vale para quem não mora muito longe do local de destino, é fazer um passeio pelo local onde deseja passar suas férias e observar as residências disponíveis. Muitos dos imóveis reservados para o aluguel de temporada contam com sinalizações ou placas com informações. Através dessas simples placas de “aluga-se” encontrávamos imóveis onde, muitas vezes, o próprio dono alugava sua residência durante o período de férias. Assim, contávamos com a possibilidade de conhecer o local, o proprietário, consultar e negociar diretamente preços, período e fazer a visita do imóvel naquele mesmo momento.

Passando por essa experiência de pesquisa, aprende-se que muitas regras e atitudes são as mesmas que para o aluguel permanente. É importante ser criterioso e detalhista para não cair numa roubada, especialmente no estabelecimento de um contrato e na inspeção do imóvel na entrada e na saída.

O ideal é que o locatário conheça pessoalmente o imóvel antes de fechar o contrato para verificar o estado da construção, dos móveis e utensílios. Se possível, conversar com vizinhos ou mesmo com um antigo locatário para se prover de algumas informações e indicações.

Para ilustrar a recomendação, certa vez, observamos assim que entramos no imóvel que ele tinha uma série de pequenos defeitos, mas que imaginamos que proprietário e imobiliária estavam conscientes. Logo após a devolução das chaves, recebemos uma série de inconformidades a pagar e a resolver; até mesmo por problemas de estrutura e encanamento do apartamento fomos responsabilizados. Por isso, é imprescindível um documento de inspeção e verificação descrevendo tudo o que não está conforme no imóvel, que deve ser assinado pelo corretor ou proprietário e o inquilino.

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É evidente que nem sempre a visita e o conhecimento prévio da locação é possível, especialmente se você mora longe do imóvel que pretende alugar. Para isso, a internet e as novas tecnologias facilitam a vida dos turistas. Se você vai alugar um imóvel na internet, verifique a disponibilização de fotos do exterior e interior da casa/apartamento. Também vale procurar o endereço no Google Street View para verificar se a fachada do imóvel é similar à apresentada nas imagens. Os mais moderninhos começam a postar vídeos dos cômodos, o que acaba com aquela malandragem de trabalhar a foto para que o local pareça maior ou melhor do que realmente é.

Tome Nota

Para evitar muitas dessas surpresas desagradáveis, o Secovi-SP organizou uma série de dicas para os locatários:
•    Proprietário e locatário devem consultar um corretor de imóveis de confiança que tenham registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).
•    Formas de pagamento e período devem ser negociados pelas duas partes. Fique atento que geralmente o preço dos aluguéis por temporada têm um valor médio que varia de acordo com a localização, o tamanho e o estado de imóveis. Desconfie se o valor sugerido pelo proprietário for muito inferior ou superior a essa média.
•    Visitar e conhecer um pouco da rotina do imóvel: o estado da residência e seus utensílios, quantas pessoas habitam, como é a vizinhança, se possuem animais de estimação (que, dependendo da rotina de higiene de seus donos, podem ser sinônimo de pestes e insetos no imóvel)
•    Se não for possível fazer a visita pessoalmente, solicite à imobiliária ou proprietário fotos do interior e exterior da residência. Não satisfeito, peça um vídeo do local. A maioria dos celulares e câmeras fotográficas contam com esse recurso hoje em dia – o que não implica em nenhum esforço extremo das imobiliárias e proprietários.
•    Não abra mão do contrato, mesmo que ele seja relativo a um curto período de locação. Esse documento deve especificar as datas de entrada e saída do inquilino, valores, formas de pagamento e acordos sobre multas em caso de atraso, depredação ou quantidade de pessoas no imóvel.
•    A imobiliária ou o proprietário normalmente devem solicitar um cheque-caução do inquilino, que deve ser devolvido na saída do imóvel se tudo estiver em ordem. No entanto, faça a inspeção na chegada ao local e anote todas as inconformidades. Caso haja incidentes como danos do apartamento, informe a imobiliária ou o proprietário.   

Fotos de Roberta Martins.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Daniella Franco

Daniella Franco

Jornalista, mestre em Ciências da Informação e Comunicação e mochileira. Há onze anos veio estudar e morar na França e desde então seus horizontes tem aumentado cada vez mais. Viajante um tanto atrapalhada, costuma chegar aos destinos sem qualquer roteiro, esquece em casa os endereços dos hotéis onde deve se hospedar, deixa os joelhos nas trilhas, desce as montanhas rolando, leva os piores torrões nas praias e pegou pneumonia fazendo ski. Mas o importante é que sempre volta das viagens com boas historias pra contar. De hotel de luxo a camping, do sofá-cama dos amigos aos albergues da juventude, Daniella descobriu que viajar também é uma arte.

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