Pedra Caída

Cerrado e Amazônia se encontram em Pedra Caída


O Complexo da Pedra Caída é atração obrigatória para quem passa pela Chapada das Mesas (MA) e a dica vale até para os menos adeptos às atividades na natureza. Primeiro, é o local de uma das cachoeiras mais impressionantes do Brasil — o Santuário da Pedra Caída; segundo, porque as atrações têm fácil acesso por passarelas que não agridem ao meio ambiente; e terceiro, pela infraestrutura para deixar os companheiros de viagem, que não querem se meter no mato, bem acomodados. Ou seja, também é perfeito para famílias e casais com perfis opostos.

Ponte pênsil dentro do complexo e características do cerrado
Ponte pênsil dentro do complexo e características do cerrado

Falando em diferenças, dá pra apreciar dois biomas quase ao mesmo tempo porque o local é onde o Cerrado e Amazônia se encontram. Do alto se vê o vale com as mesas entre a vegetação rasteira e, descendo as trilhas para as cachoeiras, se sente a umidade da floresta tropical.

O complexo é uma mistura de resort com parque das águas, na beira da estrada ao lado do Parque Nacional da Chapada das Mesas, ocupado por 25 cachoeiras, piscinas naturais, platôs e cânions. A estrutura oferece uma série de opções de lazer e aventura pra passar o dia ou se hospedar.

Vista do teleférico para parte da estrutura do complexo
Vista do teleférico para parte da estrutura do complexo

A área é enorme e, até o momento, apenas seis cachoeiras estão abertas ao público com trilhas fáceis acessíveis para cadeirantes. Dessas visitei três, andei no teleférico, me energizei na pirâmide e me joguei da tirolesa mais alta do Brasil.

Santuário da Pedra Caída

São 600 metros pelas rampas de madeira suspensas até a entrada de um canyon com paredões de 50 metros de altura. A partir deste ponto é trilha na água por mais 370 metros até ter o pescoço coberto e se impressionar com o Santuário. Pingos leves começam a cair no meio do percurso e vão aumentando, da mesma forma que aumenta o barulho que vem depois de uma curva, momento em que a curiosidade aumenta porque fica escuro e pouco se vê. As rochas, formadas por longo processo erosivo de cerca de 60 milhões de anos, exibem um movimento orgânico e aparência sedosa por causa do molhado.

O buraco de onde caí a água do Santuário e as rochas de arenito
O buraco de onde caí a água do Santuário e as rochas de arenito

Finalmente me deparei com 46 metros da queda d’água caindo de um buraco por onde a luz passa rapidamente apenas por volta do meio-dia. Além da pouca luz, a movimentação da água tira o equilíbrio e é quase impossível clicar uma boa foto. Por isso, dizem que não há como descrever o que é o Santuário, é preciso sentir na pele essa energia. Passei um tempo encantada olhando pra cima com uma sensação de felicidade por estar ali. Quando mergulhei, encontrei peixes grandes e uma força difícil de ultrapassar pra chegar embaixo da cachoeira, não insisti e continuei apreciando. A beleza e o conjunto de sensações do momento fazem dela uma das cachoeiras mais interessantes que já vi.

Cachoeira do Capelão

Cachoeira do Capelão
Cachoeira do Capelão

São 20 metros de uma queda estreita direto para um poço. E foi lindo o meu banho porque não havia ninguém e ainda ganhei um arco-íris de presente. Nesta, a trilha a pé é bem curta, mas pra chegar ao início do caminho é preciso um veículo 4×4 por poucos quilômetros. O passeio é combinado com a Cachoeira da Caverna.

Cachoeira da Caverna

Cachoeira da Caverna
Cachoeira da Caverna

Entrada na Cachoeira da Caverna
Entrada na Cachoeira da Caverna

Da mesma forma que a anterior, precisa do veículo e depois uma trilha curta pelas passarelas até a entrada de uma caverna. A partir dali segui a pé poucos metros em direção à luminosidade que vinha de cima, era outro buraco de onde a água caía por 15 metros direto no poço raso. E atrás dela outra caverna menor e bem mais escura. Com água pelo joelho, fiquei parada em pé para uma hidromassagem potente e revigorante.

Tirolesas

Vista da rampa da tirolesa de 1400 metros
Vista da rampa da tirolesa de 1400 metros

Passarelas para subir até a tirolesa
Passarelas para subir até a tirolesa

Felicidade no final da tirolesa
Felicidade no final da tirolesa

São duas de 1200 e 1400 metros, onde a maior é considerada a tirolesa mais alta e segunda mais longa do Brasil. Claro que eu preferi a de 1400 metros com o instrutor me incentivando a descer de costas, fazer piruetas ou no estilo superman. Mas optei pelo tradicional e foi tranquilo porque não peguei impulso, deslizei leve para curtir a paisagem e o vento na cara. Deu pra ver as chapadas, toda a área do complexo e até a localização do Santuário. Para chegar ao ponto de partida, tem uma subida de 600 metros pelas passarelas ou o teleférico.

Teleférico

Vista da Pedra Caída é a mesma na tirolesa ou teleférico
Teleférico percorre 2400 metros

É o caminho mais rápido para alcançar a pirâmide e as tirolesas, localizadas a 400 metros de altura. Também um passeio tranquilo para apreciar a região do alto ao longo de seus 2400 metros de extensão. Durante 28 minutos, dá para ver todo o complexo, parte do Parque Nacional e a estrada.

Pirâmide

Vista da pirâmide
Vista da pirâmide (crédito: Ângela Barros)

No ponto mais alto da propriedade, existe uma pirâmide de ferro e vidro com um cristal na ponta. Segundo um funcionário, a região dos famosos cristais da Chapada dos Veadeiros (GO) começa neste local e o objetivo da estrutura é proporcionar boa energia aos visitantes. Quando visitei pela primeira vez, estava em construção e agora virou um centro de meditação localizado ao lado do teleférico e das tirolesas. Um caminho escuro sinalizado no piso deve ser seguido com o pensamento em eliminar coisas ruins da nossa mente. Ao chegar no meio da pirâmide, é hora de voltar pelo caminho em branco, agora sentido a energia boa entrando. Não sei o quanto você acredita nessas coisas, eu acredito em energia e me senti muito fazendo este processo. Me senti renovada.

Inspire-se com o vídeo Felicidade em 4 dias na Chapada das Mesas

Tome Nota Pedra Caída

Pulseira com chip à prova d’água
Pulseira com chip à prova d’água

PEDRA CAÍDA SANTUÁRIO ECOLÓGICO tem piscina com pontos de hidromassagem; cafés e restaurante; cabanas e hotel pet; guias e atendentes; cabides e bancos ao lado das cachoeiras para não molhar o equipamento; carrinhos pra levar nos lugares mais distantes e heliporto para quem vem voando. Também tem rapel e academia.

Quando ir: faz calor o ano todo, mas de novembro a maio pode chover. 

Onde fica: na beira da estrada (BR 010) que vem de Imperatriz, 35 km antes de Carolina pela BR 230. 

Quanto custa: Paga-se uma taxa para entrar e mais outros valores por cada atrativo. Mas não existe moeda, na entrada recebe uma pulseira com chip à prova d’água e tudo o que for consumido fica registrado nela com pagamento na saída. Veja os valores atuais no site. Se tem pulso fino como eu, cuidado para não perder a pulseira nos banhos de cachoeira. Eu perdi, felizmente, o guia achou mergulhando

Onde comer: no restaurante, ou na cafeteria da recepção, tem um buffet com bastante variedade. Entre comidas típicas e churrasco assado na hora. 

Quem leva: fiz o passeio de um dia com a CIA DO CERRADO, a nossa viagem para lá será com eles. Em junho de 2019 vou levar um grupo para conhecer o melhor da Chapada das Mesas. Demonstre o seu interesse clicando no botão e entrarei em contato com todas as informações.

Paredão onde é feito o rapel e passarelas suspensas lá em baixo
Paredão onde é feito o rapel e passarelas suspensas lá em baixo

ENCONTRE POUSADAS E CASA DE TEMPORADA EM CAROLINA

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

O passeio foi cortesia da Cia do Cerrado e Pedra Caída Santuário Ecológico.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 13 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

2 comentários

  1. Quero participar

  2. Um dos lugares mais lindos que já vi. Ali é a prova real de que Deus existe!

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