Salar de Uyuni com paradas surpreendentes

4 dias rumo ao Salar de Uyuni com paradas surpreendentes


Salar de Uyuni era o destino e eu não fazia ideia de como seria belo o caminho até lá. A região chamada Altiplano Boliviano mescla deserto, vulcões e lagos repletos de vida selvagem e cenários de tirar o fôlego. As fotografias comprovam!

Agora vou resumir o que aconteceu nos cerca de mil quilômetros percorridos para inaugurar o tour Salar de Uyuni 4 dias e 3 noites da FLAVIABIA EXPEDICIONES. Antes um aviso. Este passeio foi especialmente desenvolvido para melhorar as constatações negativas vividas pela própria Flavia em suas viagens ao Salar. Assim como ela, muitas mulheres reclamam da qualidade da comida, hospedagem e até segurança de alguns passeios oferecidos por lá. Flavia é uma brasileira responsável por proporcionar grandes experiências no Atacama para quem busca conforto. E neste roteiro ela inclui motorista de confiança, cozinheira à bordo preparando delícias e boas noites de sono em locais selecionados.

O texto continua após os serviços recomendados no destino.

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Cobertor personalizado para ficar quentinha durante a viagem
Cobertor personalizado para ficar quentinha durante a viagem

Enfrentar frio e altitude não tem solução totalmente eficaz, é o sacrifício necessário para visitar estes lugares onde as reações de cada um são imprevisíveis. O melhor a fazer é se preparar com vestimentas adequadas, beber muita água e ter bom condicionamento físico respiratório. Mas este será tema para um próximo artigo. Vamos ao dia a dia da expedição:

Salar de Uyuni com paradas surpreendentes

Dia 1 – Reserva Nacional Eduardo Avaroa, geysers e hotel de pedra

A van nos buscou no hotel logo após o café da manhã. Seguimos nela de San Pedro de Atacama até a fronteira com a Bolívia (com paragem para carimbar o passaporte nas duas aduanas). Neste momento é obrigatório trocar para veículos 4×4 bolivianos preparados para aguentar o desgaste ocasionado pelo sal. E lá nos esperavam dois carros com guias motoristas.

A maior parte do caminho é por estradas de terra, pedra ou sal
A maior parte do caminho é por estradas de terra, pedra ou sal

Então começaram os cenários paradisíacos e coloridos do Altiplano Boliviano. A primeira parada foi para registrar a entrada na Reserva Nacional Eduardo Avaroa, nosso destino no início e final da viagem. Após direto para o banho de piscina no TERMAL POLQUES, onde só pode ficar 15 minutos para continuar sendo saudável. Apenas eu enfrentei o vento gelado motivada pelas propriedades curativas boas para articulações e me senti renovada!

Touca de lã para manter as orelhas aquecidas no Termal de Polques
Touca de lã para manter as orelhas aquecidas no Termal de Polques

O impressionante GEYSER SOL DE LA MAÑANA estava no nosso caminho a ponto de cruzarmos a fumaça branca fedendo a enxofre. O local exige uma caminhada atenta para evitar acidentes e rende boas fotos.

Fumaça branca no Geyser Sol de la Mañana
Fumaça branca no Geyser Sol de la Mañana

Mas o melhor do dia foi a LAGUNA COLORADA repleta de lhamas, flamingos e outras aves. Somente lamento o efeito da altitude me pegar na hora de subir a pequena colina até o carro. O exercício acabou com as minhas energias até o dia seguinte e nem me deixou prestar atenção no Arbol de Piedra.

Lhama na Laguna Colorada, uma lagoa cor de rosa na Bolívia
Lhama na Laguna Colorada, uma lagoa cor de rosa na Bolívia

 

Cama bem quentinha no hotel de pedra com calefação
Cama bem quentinha no hotel de pedra com calefação

Ainda bem que já estávamos chegando ao HOTEL TAYKA DEL DESIERTO, onde tomei chá, sopa e fui para o oxigênio disponível aos hóspedes em estado crítico. Passar mal na altitude melhora quando dormimos em região um pouco mais baixa, contudo, aqui estávamos a 4500 metros de altura e eu precisava me recuperar. Este é o único hotel com calefação na região e foi o motivo de ficarmos em local tão alto, mas o calor é desligado a partir das 22h. Tudo bem porque a esta altura eu estava sonhando embaixo de cobertores pesados e lençol de flanela.

Dia 2 – Deserto de Siloli, lagunas e hotel de sal

Acordei completamente adaptada a altitude e morrendo de fome! O café foi mais tarde para todos estarem recuperados para mais um dia de paisagens espetaculares. Em seguida, e já na estrada, as viscachas (um tipo de lebre só encontrada neste local) apareceram nas pedras nos pedindo para interagir e dar comida, estávamos no DESERTO DE SILOLI.

Viscacha se escondendo da gente nas pedras
Viscacha se escondendo da gente nas pedras

Depois veio uma lagoa mais linda do que a outra: LAGUNA HONDA, LAGUNA CHARCOTA, LAGUNA HEDIONDA e LAGUNA CAÑAPA. Todas com pausas para fotografar ou montar a mesa do almoço.

Bem pertinho dos flamingos na Laguna Hedionda
Bem pertinho dos flamingos na Laguna Hedionda

 

Suíte no hotel de sal
Suíte no hotel de sal

Para finalizar o dia, cruzamos pelos trilhos de trem no meio do Salar Chiguana e paramos no MIRANTE CRATERA DO VULCÃO OLLAGUE antes de chegar a San Juan, uma cidadezinha no meio do deserto. A noite foi salgada no HOSTAL DE SAL LOS LIPEZ com paredes, piso e camas feitos de sal. A matéria prima nos manteve aquecidos mesmo sem calefação nos -12 graus sentidos por quem saiu pra rua na madrugada. Nosso motorista foi obrigada a ligar o carro para evitar congelar o motor e sentiu na pele o choque térmico.

Mirante para o vulcão Ollangue
Mirante para o vulcão Ollangue

Dia 3 – Salar de Uyuni, cemitério de trens e hotel de barro

Finalmente chegou o dia de conhecer o SALAR DE UYUNI. Madrugamos e quase congelamos para ver o sol nascer no maior deserto de sal do mundo. São 12 mil quilômetros quadrados de sal e aos poucos os raios de sol nos permitiram visualizar a imensidão de hexágonos naturalmente desenhados no chão. Veja o momento no vídeo.

No topo da Isla Incahuasi
No topo da Isla Incahuasi

 

Um dos pontos destaque e loucos do dia foi a trilha na ISLA INCAHUASI, uma ilha de cactos gigantes no meio de um mar de sal. A altitude faz o trajeto ser mais cansativo, no entanto, vale todo o esforço para ver a vista 360 graus no topo.

Depois veio o momento fotos divertidas, feitas por todo o viajante quando passa por ali, e logo tomamos o rumo para a cidade Uyuni. Lá paramos nas lojas de artesanato, em um restaurante típico e no cemitério de trens.

Nossa cozinheira boliviana me pegando no colo
Nossa cozinheira boliviana me pegando no colo

 

Barradas pelo Hulk
Barradas pelo Hulk

 

Suíte do hotel de barro
Suíte do hotel de barro

O dia acabou no hotel de barro que não anotei o nome por estar cansada. A cidadezinha era Villamar. De qualquer forma, sugeri a Flavia procurar outro hotel no inverno porque foi onde passei a noite mais gelada da viagem. O lugar tem banho bem quente em suíte privativa e cama confortável, mas o frio entrando pela janela de vidro é terrível. A solução foi dormir com roupas térmicas, luva, gorro e casaco. Por causa da altitude, o frio é presença constante e fica extremo entre junho e agosto.

 

Dia 4 – Deserto de Dalí, lhamas e mais lagunas

Hora de voltar pelo mesmo percurso incluindo paradas onde não deu tempo de se deter no início da viagem: DESERTO DE DALÍ, LAGUNA BLANCA e LAGUNA VERDE. Esta última bonita, porém ordinária! A cor verde esconde uma série de elementos (como arsênico) nocivos à saúde de homens e animais.

A mortal Laguna Verde aos pés do vulcão Licancabur, na divisa com o Chile
A mortal Laguna Verde aos pés do vulcão Licancabur, na divisa com o Chile

Também é preciso falar na região onde acordamos, ali saímos do deserto para paisagens mais verdes e repletas de lhamas. Eram vários rebanhos de todas as cores ocupando planícies, montanhas e riachos congelados.

Região mais verde cheia de lhamas
Região mais verde cheia de lhamas

Por fim, houveram os trâmites nas duas aduanas, a troca de transporte e na primeira hora da tarde estávamos em San Pedro de Atacama. Todos felizes e satisfeitos com o belo roteiro.

Junto com as comidas sempre são servidos bons vinhos, refrigerante e suco natural

Junto com as comidas sempre são servidos bons vinhos, refrigerante e suco natural

As sobremesas preparada pela Carla são o momento mais esperado das refeições
As sobremesas preparada pela Carla são o momento mais esperado das refeições

 

Café da manhã servido no meio do Salar de Uyuni
Café da manhã servido no meio do Salar de Uyuni

Tome Nota

Por ser uma viagem inaugural, pode haver alterações no roteiro, mas certamente será pensando no melhor conforto do passageiro. Para informações específicas e reservas contate pelo site da Flavia Bia Expediciones e lembre-se de mencionar que leu aqui no Territórios para ganhar 10% de desconto em qualquer passeio.

O valor desta viagem é cobrado por carro não importando se serão um, dois ou três viajantes. Cada carro leva todas as refeições e água necessárias até o final da viagem junto com equipamentos para o preparo e nosso conforto ao apreciá-las nos cenários mais inóspitos. E o veículo está equipado com oxigênio para emergências.

Quanto dinheiro levar: 300 bolivianos foi o recomendado para comprar artesanato, utilizar banheiros no caminho e pagar algumas taxas de parques e aduana (guarde um valor para a saída do país). A dica é confirmar valores atualizados com a agência antes de partir. Troquei pesos bolivianos ali mesmo em San Pedro do Atacama, onde aceitam reais, dólares ou peso chileno sem abusos na conversão.

Esta viagem não é recomendada para quem tem poucos dias no Atacama. É preciso se aclimatar previamente fazendo passeios de altitude e apenas seguir para Bolívia se não tiver problemas a mais de três mil metros de altura depois de dois ou mais dias. Sentir enjoos e dor de cabeça nos dois primeiros dias é o normal. 

#JustFunChile é um projeto de Territórios e As Peripécias de uma Flor. Contamos com o apoio de hotéis e empresas locais.

Salar Uyuni tour foi cortesia da FlaviaBia Expediciones.

© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais.

Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site, fotógrafa e guia de turismo. Há 13 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo. Saiba mais na página da autora.

5 comentários

  1. Olá, boa noite! Gostaria de saber se é possível fazer um bate volta (ir e voltar no mesmo dia) do Atacama até o deserto de sal.na Bolívia
    Muito obrigada!!

    1. Olá Stephnie, precisa de 3 dias no mínimo. E precisa estar aclimatado para não passar mal com a altitude.

  2. Excelente relato sobre a viagem. Sucesso.

  3. Olá, acabei de ler seu relato e por sinal muito bom. Gostaria de saber qual foi o valor do pacote para Uyuni com essa agência, já que no site ainda não tem informações. Obrigada.

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