Patagônia

Trilhando a Patagônia

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Minha última grande aventura foi uma expedição à Patagônia chilena e argentina com um grupo de 18 pessoas liderados pelo Ecocaminhantes. Foram 130 km de caminhadas em 18 dias nos parques: Parque Nacional de Los Glaciares, Parque Nacional Tierra del Fuego e Parque Nacional Torres del Paine, este último no Chile. E nas cidades: El Calafate, El Chaltén e Ushuaia.

Lugares, entre os que já visitei, que competem pelo posto de beleza natural no mundo junto com outros países da América do Sul. A região Patagônia é muito grande e conheci apenas uma parte. Ainda engloba Bariloche, Península Valdez, a região dos lagos, glaciais chilenos e Punta Arenas. Acredito que 1 mês seria um tempo razoável para conhecer os principais lugares. O ideal é ir no inverno e no verão, as paisagens mudam e as opções de lazer também.

Minitrekking in Perito Moreno
Minitrekking no Perito Moreno
Caminhando perte de penhascos
Caminhando perte de penhascos
Pontes do caminho
Pontes do caminho
Acampamento em El Chaltén
Acampamento em El Chaltén

No caminho encontramos muitos viajantes de todos os lugares sozinhos ou acompanhados e todos impressionados com as paisagens. Entre montanhas, neve, geleiras, rios, lagos e estradas encontramos caminhos sinuosos, subidas difíceis, animais selvagens, paisagens extraordinárias, sorrisos, novas amizades, cantorias e  companheirismo. Viajantes dos 15 aos 70 anos com muito pique e alegria para caminhar, acampar e dividir quartos nos refúgios.

Felicidade sempre presente
Felicidade sempre presente
Dor nos braços de tanto brindar
Dor nos braços de tanto brindar

É unânime a sensação de que fazer uma trilha como esta é maravilhoso e compensa todas as dificuldades enfrentadas. O sentimento de felicidade esta sempre presente. E tem uma explicação para isso, enquanto caminhamos vários quilômetros o corpo produz endorfina, reação química que traz a sensação de bem estar. Todos produzindo endorfina juntos é uma explosão de felicidade. O “passar trabalho” é relativo e pode ser amenizado levando protetores auriculares para minizar o ronco dos outros, roupa com tecnologia para aguentar o frio, um bom tênis para evitar as bolhas e previamente ter feito um treino de resistência para não sentir o peso da mochila.

Paradas para descansar e ver a paisagem
Paradas para descansar e ver a paisagem
Esquecendo que a mochila pesa
Esquecendo que a mochila pesa

Bom preparo físico é essencial para aguentar o tranco, não pode ser sedentário. A maioria do grupo tinha o costume de fazer trilhas e caminhadas, mas não fez um treino específico para esta trilha. Como resultado sentiram dores no corpo no final do dia, mas isto nunca foi motivo para se arrepender, era só começar a caminhada no dia seguinte que todas as dores sumiam. Eu fiz um treino para melhorar a resistência com musculação e corrida uns 3 meses antes. Funcionou super bem, não tive dor muscular, e olha que estava com um tendão machucado que foi melhorando com a ajuda do bastão (equipamento essencial para terrenos irregulares e descidas). Nos primeiros dias que carregamos a mochila com 8-9 quilos foi difícil, doía os ombros, mas era só tirar o peso que a dor passava. Nos outros dias eu já tinha me acostumado com a mochila e não senti mais dores. Cheguei a levar relaxantes musculares e anti-inflamatórios e nem usei.

Paradas estratégicas para lanchar
Paradas estratégicas para lanchar
Lanche de trilha customizado
Lanche de trilha customizado

Esta viagem pode custar cara ou barata, depende do seu nível de exigência quanto a “passar trabalho”. Existem todas as opções de hospedagem e passeios. Mas para ter conforto é preciso planejar e fazer reservas com antecedência, é cheio de turistas estrangeiros que lotam os refúgios nos meses de verão. Nas outras temporadas as trilhas são limitadas.

  • TOME NOTA
Leve baterias extras e adaptador para tomadas. Nos refúgios as tomadas são concorridas.

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© Todos os direitos reservados. Fotos e relato 100% originais. Fotos de Roberta Martins e Leandro Gabrieli, vídeo de Guilherme Mainieri.

 

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Roberta Martins

Roberta Martins

Publicitária, geradora de conteúdo sobre turismo, idealizadora deste site e fotógrafa. Há 11 anos relata suas experiências de viagem focando em cultura e ecoturismo.

3 comments

  1. Roberta,

    PARABÉNS, li todos os posts sobre a Patagônia e estão nos ajudando muito no planejamento da próxima viagem para lá!

    Se puderes, gostaria de tirar mais algumas dúvidas e de ter algumas recomendações:

    1) Estamos querendo fazer em novembro o trajeto Buenos Aires – Ushuaia – Punta Arenas – Puerto Natales (Torres del Paine) – El Calafate (Perito Moreno) – El Chaltén – Buenos Aires. Achas que esse é a melhor sequência ou o caminho contrário é melhor?

    2) Vale a pena deixar pra comprar o equipamento em Ushuaia?

    3) Corremos o risco de não conseguir comprar os equipamentos lá?

    4) Dá para se contratar o guia no local? (Vi que foste pela Ecocaminhantes; procurei no site deles mas não tem programação para lá nesse ano)

    5) É melhor comprar as passagens entre cidades da Patagônia no local (avião e/ou barco) antes de ir ou no local?

    6) Os refúgios devem ser reservados com antecedência?

    7) Tem onde se deixar o equipamento que não vai ser usado na trilha na entrada do parque?

    Obrigado e um abraço!

  2. Grande andarilha! Sucesso! Bj

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