Continuando meus dias sozinha na capital da francesa. No terceiro dia tive a companhia do pessoal que conheci na noite anterior. Parece que a minha viagem de auto companheirismo acabou se tornando uma porta para fazer amigos e conhecer gente interessante. E o legal é que tinham um monte de dicas boas sobre os lugares, descobertas especiais que valeram o dia.

Começamos cedinho pela CATEDRAL DE NOTRE-DAME. Uma fila enorme à nossa frente, às 8:30 da manhã. Foi uma espera demorada, mais de 1h na fila, mas valeu à pena. A dica da amiga canadense era que não podíamos deixar de subir na torre da igreja. O exterior e o interior são maravilhosos, mas queríamos mesmo era ver do alto. Subimos as escadarias e chegamos bem pertinho das gárgulas. Enxergamos a cidade na altura dos olhos das gárgulas, aqueles bichos estranhos que mais parecem vindos das histórias de magia. Formas meio humanas/meio monstruosas, que protegem ou espantam os maus espíritos, na verdade algumas delas também tem uma função arquitetônica de escoar a água da chuva do telhado. “Cuspindo” ou vigiando orgulhosas do alto das torres da catedral, parecem debochar de quem ouse destratar desta cidade maravilhosa. Um ar intrigante, melancólico, debochado, amei enxergar a cidade sobre este ângulo. Super recomendo, é lindo! E pelo tamanho da portinha que dá acesso aos sinos dá para entender perfeitamente a fama do “Corcunda de Notre-Dame”...
Dali fomos a pé até o JARDIN DE TUILERIES, situado à margem direita do Rio Sena. O jardim foi planejado de maneira simétrica com eixos visuais para vários pontos importantes da cidade: O Louvre, o Arco do Triunfo e a Champs Eliseé. Muita gente estava ali “lagarteando” no solzinho e curtindo as belezas do parque, bem do jeito que eu gosto de ver os espaços públicos. Ali passamos do final da manhã até o meio da tarde, descansamos, curtimos o lugar e fizemos um piquenique.
O passeio seguinte foi subir na TORRE EIFFEL. Desde a chegada em Paris já tinha visto a torre dos mais variados ângulos e em com todas as luzes: de manhã, à tardinha, à noite. Mas neste dia foi o que cheguei mais pertinho e quando subi até o alto. Mais filas gigantes, e ainda optamos por subir de escada para visualizar melhor a estrutura. Chegamos no alto a ponto de ver o por do sol lá de cima, lindo, vivenciando literalmente um daqueles momentos e paisagens de cinema! A estrutura é realmente impressionante, até hoje um dos monumentos pagos mais visitados e conhecidos no mundo. Divino!
À noite, fomos fazer um passeio cênico de BATTEUX MOUCHES pelo Rio Sena. Outra sugestão maravilhosa dos amigos canadenses. Pegamos a opção mais simples, apenas o passeio de barco sem nenhum outro extra. Era uma noite linda de primavera e o dia não poderia ter terminado de maneira mais incrível. Ficamos no deck superior e aberto e foi delirante avistar os principais ícones da cidade à noite a partir do rio. O passeio, há uns três anos atrás, custou menos de E$15 e é, na minha opinião, imperdível para quem vai a Paris na primavera, verão e outono.
No último dia me despedi dos amigos novos e fui fazer os roteiros sozinha. Passei mais uma vez pela frente do Moulin Rouge, que era pertinho do hotel onde estava. Pena não ter assistido nenhum espetáculo lá, não reservei com antecedência e na hora não consegui, como deveria ter previsto. Depois segui passeando pelo Montmartre e visitei a colina da Sacre Coeur.
A partir de lá fiz uma visita guiada de graça pelo bairro, cheio de personalidade, com um charme indescritível, arte, boêmia, história, bistrôs e cafés... Foi interessante acompanhar as descrições do guia, principalmente pelas curiosidades e fatos históricos que provavelmente passariam despercebidos se estivesse sozinha. Matisse, Toulouse-Lautrec, Renoir, Picasso entre tantos outros renomados artistas que moraram por lá e produziram muito da suas criações naqueles arredores.
E assim terminei meu último dia, com gostinho de quero mais. Sim, ainda quero voltar muitas vezes! Paris é um lugar mágico, impossível sentir-se triste ou solitária com esta beleza extraordinária à minha volta. Descobri que sou uma ótima companhia para mim mesma e que me “auto divirto”, como diriam meus irmãos. E como diria o Cazuza: “viver é bom nas curvas da estrada... solidão, que nada”!
| 2013 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2012 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2011 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2010 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2009 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2008 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2007 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2006 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |