Localizada em uma região árida da África do Sul, Johanesburgo é a grande metrópole do sul do continente africano, representando uma espécie de eldorado para todos os povos da região, assim como acontece com São Paulo. Palco principal da segregação racial e dos confrontos da época do Apartheid, Johanesburgo, ou melhor, Jo’burg, como dizem os locais, se converteu hoje em uma metrópole cosmopolita e repleta de povos oriundos de todos os cantos da África.
É comum conversar com pessoas que falam vários idiomas e dialetos tribais de diversas regiões do pais e dos países vizinhos. A África do Sul é considerada como um pais desenvolvido para os demais povos do continente e, por esse motivo, muitos emigram para lá a procura de novas oportunidades. Mesmo que terminem vivendo em subúrbios pobres e sem saneamento básico, estão em melhores condições do que antes. Igualzinho ocorre na América Latina só que com a diferença de que lá os imigrantes ilegais têm que entrar clandestinos, atravessando parques nacionais repletos de leões, girafas e zebras!
O problema é que, algumas vezes, os ilegais são atacados pelos leões, pois estão invadindo seu território, e, em função disso, o parque é obrigado a sacrificá-los, pois estes aprendem a ser predadores de seres humanos dessa forma e não tem volta... Ou seja, não tente entrar ilegal na África do Sul, opte por um voo da South African, que sai de São Paulo varias vezes por semana!
Voltando a falar desta capital, vale dizer que ela destoa um pouco do pais inteiro.
A África do Sul é famosa por diversos pontos turísticos e lugares maravilhosos para conhecer, como Cape Town, os vinhedos e os safaris, mas Jo’burg não tem nada a ver com isso. É apenas uma cidade grande, com relevo suave, clima seco, diversos shopping centers e um centro que já foi considerado a "Manhattam" da África, mas hoje é apenas um punhado de edifícios precários e sem manutenção. No entanto, é a maior cidade do país, onde estão concentradas as sedes de diversas empresas, tornando-se o grande centro econômico da região.
Por esse motivo, estive por lá duas vezes. Tinha clientes e fui visita-los. Entre uma reunião e outra, o que mais gostei foi fazer compras no SUPERMERCADO. Por incrível que pareça, uma atividade tão banal foi super interessante e pude comprar um monte de curiosidades. A África do Sul tem uma indústria alimentícia e de cosméticos forte. Além de livros legais, encontram-se temperos, chás, sabonetes, souvenirs e bebidas muito curiosas e interessantes. Deu vontade até de abrir uma loja de importados africanos em São Paulo.
Como sou muito curioso, não deixei de conhecer o DOWNTOWN. Peguei um taxi e fui para lá. Infelizmente, o taxista me aconselhou a não descer do carro. Eu queria que ele me deixasse e me pegasse depois, mas ele disse que é perigoso, especialmente se você for branco. Então só fiz um tour e conheci a ex-Manhattam da África de dentro do carro mesmo. Os edifícios e arranha-céus são lindos, a maioria dos anos 60 e 70, mas e visível o alto grau de abandono. Há uma torre alta muito bonita que antes era um restaurante giratório e agora é utilizada apenas como uma antena de TV e telefonia. Uma pena, porque ali estaria o ponto mais turístico de Jo’burg se não houvesse decaído tanto.
Outro passeio que vale a pena também fazer é conhecer o BAIRRO DE SANDTON, onde está a estátua do Nelson Mandela e diversos hotéis luxuosos, cassinos e centros comerciais com restaurantes e lojas ao ar livre muito sofisticados. Ali por perto, há uma feira com artesanato africano, muita coisa feita em madeira ébano e estátuas de elefantes e girafas, lugar perfeito para comprar presentes e lembranças locais.
Como toda grande cidade de país emergente, Jo’burg tem os mesmos problemas do Rio de Janeiro, Bogotá ou Nova Deli. Alguns bairros se parecem aos lugares bonitos de São Paulo, NYC ou Dallas, mas, nas favelas, você presencia a miséria africana e o subdesenvolvimento típico de qualquer nação pobre só que com um agravante: o racismo.
Com o fim do Apartheid, a África do Sul não melhorou sua condição econômica, dá a impressão de ser justamente ao contrario. A corrupção assusta e parece haver uma revanche dos negros contra os brancos agora, uma espécie de Apartheid às avessas. Agora são os negros que não dão oportunidades aos brancos e a corrupção assola o pais. Ainda ficaram muitas sequelas da época da segregação e parece que ainda vai demorar muito para eles superarem isso. A parte que mais chama a atenção é quando você lê os jornais locais. Todas as matérias são descritas mencionando a raça dos personagens envolvidos. Além de idade, nome e profissão, adicionam sempre se o indivíduo é negro, asiático, branco ou indiano...
Enfim, é no que se transformou a África do Sul pós-Apartheid, menos pior do que era antes, mas longe de estar bem resolvido.
| 2013 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2012 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2011 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2010 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2009 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2008 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2007 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |
| 2006 | JAN | FEV | MAR | ABR | MAI | JUN | JUL | AGO | SET | OUT | NOV | DEZ |