Vilarejo que surgiu por questões de território com o vizinho Chile e está crescendo rapidamente em função do turismo. Com menos de 30 anos é a cidade mais nova do país. Pretende ser uma nova Bariloche com estações de ski no inverno, trekking, escalada e mountain bike no verão. Recebe o titulo acima por hospedar esportistas que buscam se aventurar em duas das montanhas mais difíceis do mundo: Fitz Roy e Torre.
FITZ ROY (3.375m) tem paredes verticais de granito que atraem escaladores e caminhantes do mundo todo. Era chamado de El Chaltén pelos nativos que significa montanha que fuma por quase sempre ter uma fumaça saindo do seu cume.
CERRO TORRE (3.128m) é ainda mais vertical. Em épocas de neblina e temperaturas baixas acontece um fenômeno, gotas de água congelam e se acumulam perto do cume formando algo parecido com um cogumelo que despenca com seu peso.
Passeando pelas poucas ruas (todas asfaltadas com lojas de esporte e artesanato, restaurantes e padarias maravilhosas) dá para ver bem o público que circula por aqui: mochileiros, viajantes e esportistas do mundo todo. Sempre tem gente chegando ou indo para alguma aventura. Ótimo astral.

Chegando a El Chaltén fomos direto ao GUARDA PARQUE pegar mapas e assistir uma palestra sobre conservação e natureza local. Como a cidade é nova, já nasceu ecologicamente correta. Tem regras para fazer trilha como dar 80 passos de qualquer rio para fazer as necessidades, levar consigo todo o lixo produzido nas trilhas, entre outras. O primeiro dia foi para se acomodar no hostel, conhecer a cidade e fazer a primeira trilha da Patagônia, foram 6 km ida e volta até a cachoeira CHORRILLO DEL SALTO, bom para esquentar o corpo para os próximos dias. Leia aqui sobre a trilha de 2 dias no Parque Nacional de Los Glaciares.
Na volta para El Calafate sentimos um cheiro estranho e uma fumaça vindo do motor, o motorista parou, pegamos tudo e saímos correndo, o ônibus estava pegando fogo! Ficamos algumas horas no meio da estrada, cercados por uma paisagem linda e deserta esperando um transporte. É outra história viajar com pessoas que estão acostumadas a fazer trilhas e não ter frescuras, ninguém se incomodou com o fato do ônibus ter estragado, ao invés disso foram todos descobrir a região e procurar diversão. E como foi divertido, tiramos fotos, brincamos, encontramos insetos e flores diferentes. Nem vi o tempo passar.
Próxima: Parque Nacional de los Glaciares
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